- Sony solicita licença bancária para criptomoedas
- Planeja emitir stablecoin indexada ao dólar
- Sony Bank: Oferecerá custódia e gestão de criptoativos
A divisão bancária da Sony submeteu um pedido para obter uma licença nacional nos Estados Unidos que permitiria que sua subsidiária Connectia Trust realizasse “certas atividades específicas envolvendo criptomoedas”, conforme o documento da empresa.
No requerimento, o Sony Bank afirma que o objetivo é emitir stablecoins lastreadas em dólar americano, manter reservas correspondentes e oferecer serviços de custódia e gestão de ativos digitais. A instituição ressalta ainda que pretende exercer essas funções de forma compatível com os padrões já permitidos a bancos nacionais existentes.
Diversas empresas voltadas ao mercado de criptomoedas já protocolaram pedidos similares junto ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC), como Stripe, Coinbase, Paxos Trust e Circle. Até agora, apenas o Anchorage Digital Bank conseguiu aprovação plena para operação federal, apesar de ter enfrentado em 2022 uma ordem de cessar e desistir, posteriormente revogada em 2025 diante de mudanças no ambiente regulatório.
A aprovação do GENIUS Act nos EUA estabeleceu uma estrutura formal para emissão e negociação de stablecoins, o que estimulou grandes companhias dos setores financeiro e tecnológico a entrarem na disputa. Esse tipo de cripto, que funciona como uma espécie de equivalente digital ao dólar, é bastante importante em mercados com acesso restrito à moeda americana ou em operações internacionais.
Atualmente, o mercado global de stablecoins ultrapassa US$ 312 bilhões. Analistas no Myriad acreditam que há cerca de 68% de probabilidade de esse valor atingir US$ 360 bilhões até fevereiro de 2026. Nesse contexto, a iniciativa da Sony surge no momento oportuno para adentrar um setor em expansão.
Cabe destacar que o Sony Bank pertence ao Sony Group — o mesmo conglomerado presente na divisão PlayStation —, mas atua de forma independente dentro do vasto portfólio de subsidiárias do grupo.
Quanto ao posicionamento estratégico, a empresa afirma em seu pedido que:
“Durante sua fase inicial de operações, o Trust Bank pretende se envolver em certas atividades com ativos digitais que o OCC considerou anteriormente permitidas pelas atuais autoridades legais bancárias nacionais. Isso inclui a emissão de stablecoins indexadas ao dólar e a manutenção dos ativos de reserva correspondentes, a prestação de serviços de custódia de ativos digitais não fiduciários e a prestação de serviços de gestão de ativos como fiduciários para certas afiliadas.”
Esse movimento não representa a primeira investida da Sony no ecossistema blockchain. Em 2025, o grupo já havia estabelecido parceria com a empresa Startale Group para lançar a rede Soneiun, uma solução em camada 2 baseada em Ethereum. A Sony agora busca combinar know-how financeiro com presença no mundo das criptomoedas por meio de sua nova divisão bancária focada em ativos digitais.













