- Tokenização de títulos pode modernizar o mercado financeiro
- Solana propõe exceção para protocolos blockchain descentralizados
- Phantom e Orca apoiam estrutura de títulos tokenizados
O Solana Policy Institute (SPI), grupo de lobby com sede em Washington, D.C., formalizou nesta quarta-feira o envio de propostas regulatórias à Força-Tarefa de Criptomoedas da Securities and Exchange Commission (SEC), em colaboração com os projetos Phantom, Orca e Superstate. A iniciativa visa estruturar um modelo regulatório viável para títulos tokenizados compatíveis, inserindo ativos tradicionais como ações, fundos e títulos no ecossistema blockchain.
JUST IN: SOLANA POLICY INSTITUTE, PHANTOM, ORCA & SUPERSTATE SUBMIT “COMPLIANT TOKENIZED SECURITIES” FRAMEWORKS TO SEC.
Source: @TheBlock__ pic.twitter.com/k1IanC5eMJ
— Mario Nawfal’s Roundtable (@RoundtableSpace) June 18, 2025
A proposta se apoia no chamado Projeto Open, criado pelo SPI para modernizar os mercados de capitais através da tokenização de ativos. De acordo com o instituto, a adoção da tecnologia blockchain pode gerar benefícios como liquidação instantânea, redução significativa de custos operacionais e maior transparência, sem comprometer a segurança dos investidores.
“O Projeto Open tem o potencial de desbloquear mudanças transformadoras para os mercados de capitais, permitindo que bilhões em ativos tradicionais, incluindo ações, títulos e fundos, sejam negociados 24 horas por dia, 7 dias por semana, com liquidação instantânea, custos drasticamente mais baixos e transparência sem precedentes — ao mesmo tempo em que mantém a vantagem competitiva dos Estados Unidos em inovação financeira”, destacou o Solana Policy Institute em carta oficial.
A argumentação central da proposta reside na distinção entre infraestruturas tradicionais e protocolos blockchain descentralizados. Segundo o SPI, protocolos como os formadores de mercado automatizados não assumem custódia dos ativos dos usuários e eliminam a necessidade de intermediários como corretoras e câmaras de compensação.
As empresas Phantom (carteiras digitais), Orca (corretora descentralizada) e Superstate (infraestrutura financeira) apoiam o SPI na defesa da concessão de isenções regulatórias para esses sistemas autônomos e não custodiais.
“Os criadores de mercado automatizados e descentralizados, como o Orca Protocol, não devem ser classificados como bolsas, corretores, negociadores ou agências de compensação segundo as leis de valores mobiliários existentes, porque operam como sistemas autônomos e não custodiais, direcionados pelo usuário e não como intermediários”, argumentou a entidade.
Com esse movimento, os proponentes buscam não apenas adequar as regras aos avanços das criptomoedas, mas também oferecer segurança jurídica para o desenvolvimento da tokenização de ativos no mercado americano.












