- Hackers da Coreia do Norte atacam ponte da Seedify
- SFUND desvaloriza após falha em contrato na BNB Chain
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Hackers ligados ao governo da Coreia do Norte realizaram um novo ataque contra o setor de criptomoedas, afetando a incubadora Web3 Seedify. A ação comprometeu a ponte de tokens da plataforma, resultando em um prejuízo de aproximadamente US$ 1,2 milhão e afetando diretamente o desempenho do token SFUND, que caiu mais de 30% nas últimas 24 horas.
A invasão teve como alvo a ponte entre cadeias da Seedify na BNB Chain. Os atacantes conseguiram gerar tokens SFUND falsos e, com isso, esvaziaram pools de liquidez em redes como Ethereum, Arbitrum e Base. Em seguida, os valores foram convertidos e consolidados na rede BNB.
De acordo com o investigador on-chain ZachXBT, os endereços utilizados estão associados a ações anteriores da chamada campanha “Entrevistas Contagiosas”, responsável por dezenas de violações somente nos primeiros meses de 2025.
O impacto no mercado foi imediato. O token SFUND, que antes do ataque era negociado por US$ 0,42, recuou para cerca de US$ 0,28, de acordo com dados do CoinGecko.
O fundador da Seedify, conhecido como Meta Alchemist, lamentou publicamente a situação, destacando que o ataque derrubou um trabalho de mais de quatro anos. Já especialistas em segurança da Cyvers apontaram que o ataque teve origem no comprometimento de uma chave de desenvolvedor, permitindo que os invasores emitissem tokens sem o devido respaldo on-chain.
A própria Seedify confirmou que o contrato de ponte vulnerável não deveria permitir a emissão de novos tokens sem que houvesse ativos bloqueados em contrapartida, revelando uma falha grave no controle de acesso.
O líder de segurança Hakan Unal reforçou que os endereços utilizados pelos hackers têm conexão com operações anteriores atribuídas à Coreia do Norte e sugeriu que plataformas adotem medidas como carteiras multiassinatura e monitoramento contínuo das transações.
Parte dos valores desviados foi congelada com apoio da corretora HTX, segundo comunicado do fundador da Binance, Changpeng Zhao (CZ), que revelou a recuperação de US$ 200 mil.
Relatórios recentes de inteligência apontam que grupos norte-coreanos operam em equipes coordenadas, com foco em espionagem digital e financiamento estatal. Mesmo sob rastreamento constante, seguem adaptando seus métodos e desenvolvendo novas ferramentas de ataque, incluindo malwares disfarçados de ofertas de emprego em plataformas como Coinbase e Uniswap.
Somente em 2024, os ataques atribuídos à Coreia do Norte já acumularam perdas acima de US$ 1,3 bilhão. Em 2025, o roubo à ByBit elevou esse montante ainda mais, consolidando o período como um dos mais lucrativos para essas operações cibernéticas, segundo relatório da Chainalysis.














