A SBI Holdings garantiu o controle majoritário da Coinhako, uma das corretoras de criptomoedas mais antigas de Singapura, depois de obter o sinal verde da Autoridade Monetária de Singapura.
O conglomerado financeiro japonês fechou a operação em 16 de julho, atuando por meio da subsidiária SBI Ventures Asset Pte. Ltd. O negócio uniu um aporte de capital na holding da Coinhako, a Holdbuild Pte. Ltd., à compra de ações que estavam nas mãos de investidores anteriores.
Com isso, a Coinhako passa a integrar oficialmente o grupo japonês como subsidiária consolidada. A intenção de compra havia sido revelada ainda em fevereiro, quando a SBI apresentou o movimento como parte de um plano maior para crescer no mercado de ativos digitais asiático. A liberação regulatória em Singapura consumiu cerca de cinco meses.
Nascida em 2014, a Coinhako se firmou como uma das plataformas de criptomoedas mais estabelecidas do país-cidade. Ela opera por meio de duas entidades reguladas: a Hako Technology Pte. Ltd., detentora de uma licença de Instituição de Pagamento Principal concedida pela Autoridade Monetária de Singapura, e a Alpha Hako Ltd., registrada como provedora de serviços de criptoativos na Comissão de Serviços Financeiros das Ilhas Virgens Britânicas.
A companhia japonesa classificou a compra como um "passo significativo" em sua estratégia global de ativos digitais, colocando Singapura na condição de "base fundamental" desse projeto.
"Ao combinar a base de clientes, a experiência e a rede regional que o Grupo Coinhako cultivou por meio da operação de uma corretora de criptomoedas regulamentada em Singapura com os serviços financeiros, a tecnologia e a rede global do Grupo SBI, expandiremos nosso corredor global para ativos digitais, começando pelo Japão e Sudeste Asiático", declarou a SBI Holdings em comunicado.
Entre as instituições financeiras tradicionais, a SBI tem sido uma das mais atuantes no setor cripto, já tendo construído operações de câmbio, custódia e gestão de ativos no Japão através da SBI Digital Asset Holdings.
O acordo com a Coinhako estende esse trabalho ao Sudeste Asiático e adiciona um segundo mercado regulado ao alcance da SBI. Os próximos passos dependerão de como a empresa vai encaixar as operações da Coinhako em sua infraestrutura e se usará Singapura como trampolim para novas licenças ou compras regionais.

