- Robinhood lança tokens de ações da OpenAI e SpaceX
- CEO afirma que tokens são contratos derivativos de blockchain
- OpenAI contesta uso não autorizado de seus dados
O CEO da Robinhood, Vlad Tenev, esclareceu que os “tokens de ações” lançados pela plataforma, vinculados à OpenAI e à SpaceX, não representam ações reais, mas sim contratos derivativos baseados em blockchain. A declaração surge após a OpenAI, liderada por Sam Altman, criticar publicamente a iniciativa, alegando que a empresa não havia autorizado o uso de suas informações.
Em publicação feita na rede X, Tenev afirmou que os tokens oferecem uma nova forma de exposição a ativos privados, mas sem equivalência direta com ações. “Tecnicamente não são ações”, explicou. Segundo ele, a iniciativa representa “uma semente para algo muito maior”, sugerindo que outras empresas privadas também estão interessadas em participar da “revolução da tokenização”.
At our recent crypto event, we announced a limited Stock Token giveaway on OpenAI and SpaceX to eligible European customers. While it is true that they aren’t technically “equity” (you can see the precise dynamics in our Terms for those interested), the tokens effectively give…
— Vlad Tenev (@vladtenev) July 2, 2025
Os tokens, cunhados na blockchain Arbitrum, foram apresentados durante um evento de criptomoedas realizado em Cannes. A Robinhood informou que usuários elegíveis da União Europeia receberiam pequenas quantidades desses ativos vinculados a empresas como OpenAI e SpaceX. A plataforma pretende expandir o projeto para mais de 200 ações americanas e participações em empresas privadas.
A OpenAI, no entanto, reagiu à proposta, alegando que não aprova nem endossa qualquer token que represente suas ações. A empresa também orientou investidores a buscarem informações em registros oficiais antes de adquirir instrumentos desse tipo.
Até 2 de junho, a Robinhood já havia cunhado 213 tokens na rede Arbitrum, arcando com cerca de US$ 5 em taxas por emissão. Além disso, a corretora planeja lançar negociações e staking perpétuos nos Estados Unidos, além de desenvolver sua própria rede de Camada 2 sobre a infraestrutura da Arbitrum.
A Robinhood integra um grupo crescente de plataformas que buscam tokenizar ações de empresas privadas, acompanhando movimentos semelhantes feitos por nomes como Bybit, Kraken e Gate, voltados principalmente a investidores internacionais fora da jurisdição americana. A diferenciação entre ações reais e contratos derivativos continua no centro dos debates regulatórios sobre esses produtos financeiros.













