- Robinhood expande estratégia com ações tokenizadas na Europa
- Tokenização promete liquidez e negociação 24/7 para investidores
- Foco futuro da Robinhood é integrar tokens a protocolos DeFi
O CEO da Robinhood, Vlad Tenev, destacou com entusiasmo o papel da tokenização na nova fase da empresa. Durante a conferência de resultados do segundo trimestre, o termo foi mencionado 11 vezes por Tenev, sinalizando a importância crescente da tecnologia blockchain para os planos da plataforma.
A Robinhood vem utilizando a tokenização para oferecer exposição sintética a empresas privadas, como a SpaceX e a OpenAI, especialmente para usuários europeus. Esses tokens de ações integram uma estratégia mais ampla da corretora, que inclui o desenvolvimento de uma solução de escalabilidade baseada na Ethereum.
Robinhood Markets has just released financial results for the second quarter of 2025.
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— Robinhood (@RobinhoodApp) July 30, 2025
Tenev classificou a tokenização como “a maior inovação nos mercados de capitais em mais de uma década”, defendendo benefícios como liquidação instantânea, negociação contínua e autonomia de custódia para os investidores. Em sua visão, esse processo tornará diversos ativos acessíveis de forma direta e sem intermediários.
Mesmo com uma queda nas receitas de criptomoedas, a Robinhood registrou um crescimento expressivo nas ações, acumulando alta de 179% em 2025. O movimento lembra a guinada de grandes empresas como a Meta em 2023, quando o foco passou a ser inteligência artificial.
A corretora também já enfrenta desafios regulatórios. A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA emitiu alertas sobre a legalidade de ofertas tokenizadas, após críticas da OpenAI sobre a tokenização não autorizada de seu patrimônio. Tenev, no entanto, afirmou que o aviso não era direcionado à empresa e ressaltou que ainda são necessárias revisões em legislações de credenciamento para liberar o potencial da tokenização.
O plano estratégico da Robinhood está dividido em três fases: inicialmente, criar um suprimento estável de tokens de ações; em seguida, permitir a negociação desses ativos via Bitstamp, corretora adquirida pela empresa; e por fim, integrar os tokens ao ecossistema de finanças descentralizadas, permitindo uso em protocolos DeFi com autocustódia.
“Temos a capacidade técnica para fazer tudo isso”, reforçou Tenev, indicando que o principal entrave atualmente é a adequação regulatória. A Robinhood, ao que tudo indica, já se prepara para um mercado onde ativos tokenizados terão papel central na infraestrutura financeira.













