- Oklahoma cria base legal para pagamentos em Bitcoin
- Folha de pagamento pública poderá usar Bitcoin
- Estado avalia processadores para transações em Bitcoin
A Assembleia Legislativa de Oklahoma apresentou um novo projeto de lei que amplia o debate sobre o uso do Bitcoin na administração pública. A proposta autoriza cidadãos e empresas a negociarem e receberem pagamentos em Bitcoin, além de determinar que o Tesoureiro do Estado solicite propostas de processadores de pagamento capazes de operar estruturas de remuneração baseadas nessa criptomoeda.
O texto estabelece um marco legal para que transações com Bitcoin possam ser utilizadas em contratos de folha de pagamento e também no pagamento de fornecedores do governo estadual. Caso a medida seja aprovada, o estado passa a reconhecer formalmente o Bitcoin como um meio legítimo de liquidação financeira em determinadas relações contratuais com o setor público.
Na prática, o projeto de lei abre caminho para que funcionários públicos tenham a opção de receber salários, total ou parcialmente, em Bitcoin. A proposta também menciona a possibilidade de, em um estágio posterior, esse modelo ser estendido a participantes do setor privado que mantenham contratos com o governo estadual, criando um ecossistema mais amplo de uso da criptomoeda.
JUST IN: Oklahoma introduces bill to allow state employees, businesses, and individuals to accept Bitcoin payments 🇺🇸 pic.twitter.com/2HjQr4PVLM
— Bitcoin Magazine (@BitcoinMagazine) January 23, 2026
Outro ponto central do texto é a exigência de que o Tesoureiro do Estado desenvolva procedimentos operacionais e mecanismos contratuais voltados à segurança dessas operações. Isso inclui a seleção de intermediários tecnológicos aptos a processar pagamentos em Bitcoin, respeitando critérios de conformidade, rastreabilidade e eficiência administrativa.
Diferentemente de outras iniciativas vistas em estados americanos nos últimos anos, que focam na criação de reservas estratégicas de Bitcoin ou em autorizações para investimentos institucionais, o projeto apresentado em Oklahoma direciona o debate para a utilidade transacional. O foco está menos no armazenamento de valor e mais no uso cotidiano do ativo em fluxos reais de pagamento.
Essa abordagem sinaliza uma leitura mais pragmática sobre o papel do Bitcoin nas finanças públicas. Ao integrá-lo a processos como remuneração e quitação de serviços, o estado reconhece a existência de demanda por alternativas aos meios tradicionais, especialmente em contratos de longo prazo e relações comerciais recorrentes.
Com isso, o projeto sugere uma mudança gradual na forma como governos estaduais lidam com criptomoedas, incorporando-as não apenas como instrumentos financeiros, mas como ferramentas funcionais dentro da gestão pública. A iniciativa de Oklahoma passa a se somar a um movimento mais amplo de experimentação regulatória nos Estados Unidos, agora com ênfase clara na aplicação prática do Bitcoin no dia a dia administrativo.














