- Bitwise solicita aprovação para ETF Chainlink à vista
- Produto daria exposição direta ao preço do LINK
- Chainlink já tem parcerias com Visa, Swift e JPMorgan
A gestora Bitwise Asset Management protocolou na SEC dos Estados Unidos o pedido para lançar o primeiro ETF Chainlink à vista do país. O documento, apresentado em 26 de agosto, propõe um fundo que emitirá cotas representando participações fracionárias no token LINK, mantidas sob custódia da Coinbase Custody Trust Company.
O fundo, denominado ETF Bitwise Chainlink, será listado em uma bolsa nacional norte-americana, ainda não especificada, e terá como referência a taxa CME CF Chainlink–Dollar (Nova York), publicada diariamente pela CF Benchmarks Ltd. Caso aprovado, o produto se tornará o primeiro do mercado regulado dos EUA a oferecer exposição direta ao ativo, expandindo a gama de ETFs cripto além de Bitcoin e Ethereum.
A Chainlink consolidou-se como uma das redes de oráculos descentralizados mais utilizadas, conectando blockchains a dados externos e alimentando contratos inteligentes em diferentes ecossistemas. O token LINK, atualmente o 11º maior em valor de mercado, recompensa operadores de nós por fornecer dados off-chain e executar cálculos que sustentam o funcionamento da rede.
Nos últimos anos, a Chainlink ampliou sua atuação para o setor financeiro tradicional, estabelecendo parcerias estratégicas com gigantes como Visa, Mastercard, Swift e JPMorgan. Esse avanço tem alimentado a demanda institucional pelo ativo e reforçado seu papel no desenvolvimento de soluções para a tokenização e para as finanças descentralizadas.
Segundo o processo registrado, o fundo será gerido de forma passiva.
“O Trust é gerido passivamente e não busca estratégias de investimento de gestão ativa, e o Patrocinador não gere ativamente o Chainlink mantido pelo Trust.”
O documento também ressalta que o patrocinador não aplicará técnicas de hedge nem estratégias de arbitragem para reduzir riscos de preço, limitando-se a refletir o valor de mercado do LINK, descontadas taxas e despesas.
A proposta surge em meio ao crescente interesse do mercado por ETFs de criptomoedas de token único, ampliando alternativas para investidores que buscam exposição a ativos além dos já consolidados. Para a Bitwise, esse movimento conecta a infraestrutura descentralizada da Chainlink a mercados regulados, potencialmente posicionando o LINK como um novo foco de interesse institucional.














