- Futuros dos EUA sobem após queda histórica em Wall Street
- Tensões geopolíticas de Trump afetam mercados globais
- Bitcoin recua com pessimismo e acompanha ações hoje
Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026 – Os futuros das ações americanas registraram leve alta na noite de terça-feira, indicando uma recuperação modesta após Wall Street enfrentar sua maior queda em meses. O movimento ocorre depois de um pregão marcado por forte aversão ao risco, quando investidores reduziram posições diante do aumento das incertezas econômicas e geopolíticas.
Os contratos futuros ligados ao Dow Jones, ao S&P 500 e ao Nasdaq 100 avançaram cerca de 0,1%, sinalizando uma tentativa inicial de estabilização. Ainda assim, o ambiente segue cauteloso após uma sessão regular bastante negativa nos Estados Unidos.
Na terça-feira, o Dow Jones despencou mais de 850 pontos, refletindo uma onda de vendas generalizadas. O S&P 500 também recuou de forma significativa, enquanto o Nasdaq Composite caiu mais de 2%, pressionado principalmente pelas perdas em grandes empresas de tecnologia, que concentraram parte relevante do fluxo vendedor.
Com esse desempenho, os três principais índices de Wall Street registraram seus piores resultados diários desde outubro. Além disso, o S&P 500 e o Nasdaq passaram a operar em território negativo no acumulado projetado para 2026, reforçando o sentimento defensivo entre os investidores globais.
O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contribuiu para ampliar as tensões ao reiterar sua pressão para adquirir a Groenlândia e ameaçar impor tarifas de até 200% sobre vinhos e champanhes franceses. As declarações vieram após o presidente da França, Emmanuel Macron, recusar participação em um “Conselho de Paz” proposto por Trump para a região de Gaza.
A queda das ações foi acompanhada por uma clássica movimentação de venda de ativos americanos. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subiram de forma expressiva, com o papel de 10 anos superando brevemente a marca de 4,3%. Ao mesmo tempo, o dólar perdeu força frente a outras moedas, enquanto o ouro e a prata renovaram máximas históricas, reforçando a busca por proteção.
O foco do mercado agora se volta para o Fórum Econômico Mundial, em Davos. Trump deve se reunir com representantes de diversos países e discursar sobre temas centrais da agenda internacional, incluindo comércio, tarifas e questões geopolíticas, pontos que seguem influenciando os mercados financeiros.
No mercado de criptomoedas, o Bitcoin acompanhou o aumento do pessimismo global. A principal criptomoeda caiu da zona de US$ 90 mil para perto de US$ 88 mil, refletindo o impacto do mau humor nos mercados de ações e das tensões geopolíticas sobre o apetite por risco. No momento da publicação, o BTC estava cotado em torno de US$ 89.394,86, com queda próxima de 3%.
As principais criptomoedas hoje tentam se recuperar após as perdas recentes. O Ethereum (ETH) busca retomar a região dos US$ 3 mil, acompanhando a tentativa de estabilização observada nos mercados futuros e a expectativa por sinais mais claros do cenário macroeconômico global.













