- Comitê de Ativos Digitais discutirá stablecoins nas próximas eleições
- Banco Central da Coreia do Sul reivindica controle sobre stablecoins
- Regulamentação das criptomoedas é prioridade política e econômica
O Partido Democrata da Coreia do Sul instalou recentemente um Comitê de Ativos Digitais, assumindo um compromisso direto em incluir discussões sobre regulamentação das criptomoedas em sua agenda eleitoral rumo ao pleito presidencial de junho. A estreia oficial do grupo ocorreu no Salão dos Membros da Assembleia Nacional em Seul e marca a digitalização como ponto focal do debate político.
O propósito do novo comitê é construir um arcabouço regulatório robusto para ativos digitais, com atenção especial ao Projeto de Lei da Etapa 2, que trata de legislações básicas sobre o setor. O deputado Min Byeong-deok, presidente do comitê, destacou:
“O objetivo é tornar o Comitê de Ativos Digitais diretamente subordinado ao presidente para que ele tenha expertise e possa implementar políticas reais.”
Duas frentes principais compõem o grupo: uma voltada à promoção da liderança sul-coreana na transformação digital e outra responsável pela formação do ambiente regulatório. Além disso, subcomitês dividirão tarefas como proteção ao usuário e incentivo à indústria, contando com representantes tanto do setor público quanto privado — incluindo players de exchanges e empresas de blockchain.
Stablecoins ganharam destaque já na reunião inaugural. A pauta reflete a recente atenção política ao tema, especialmente pelo posicionamento do candidato Lee Jae-myung, que apoia uma stablecoin atrelada ao won, e pela cautela de concorrentes após incidentes como o colapso da Terra-Luna.
“O debate gira em torno de stablecoins estarem sob sistema de licenciamento ou de relatórios, e se a regulação deve ser responsabilidade do Banco da Coreia ou da Comissão de Serviços Financeiros,” ressaltou o deputado Min. O Comitê busca achar um ponto de equilíbrio que amplie o mercado, mas proteja investidores.
O Banco Central da Coreia do Sul insiste em liderar regulamentação das stablecoins, justificando com argumento de segurança da política monetária. O temor é que a falta de clareza incentive a fuga de empresas e capital para o exterior, conforme alertou Yoon Yeo-jun, integrante da campanha. O embate se desdobra em meio à pauta central da eleição: combinar desenvolvimento econômico com proteção de quem investe em criptomoedas.














