- OpenTrade capta US$17M para rendimento em dólar digital
- Infraestrutura conecta fintechs a ativos do mundo real
- DeFi e CeFi impulsionam demanda por yield em criptos
A OpenTrade levantou US$ 17 milhões em uma rodada estratégica com o objetivo de expandir sua infraestrutura de rendimento baseada em dólar digital, em meio ao crescimento da demanda por produtos que conectam moedas digitais a retornos de ativos do mundo real.
A rodada foi liderada por Mercury Fund e Notion Capital, com participação de a16z Crypto, AlbionVC e CMCC Global. Com o novo aporte, o total captado pela empresa ultrapassa US$ 30 milhões.
A proposta da OpenTrade é oferecer uma base tecnológica que permita a fintechs, exchanges e neobancos disponibilizarem produtos de rendimento em dólar e euro sem precisar construir sistemas próprios de investimento, custódia ou operação.
Entre os parceiros que já utilizam a plataforma estão Littio, Midas Kripto e Glim. Recentemente, a empresa superou a marca de US$ 200 milhões em valor total bloqueado, sinalizando adesão crescente ao modelo.
Além disso, a OpenTrade processou mais de US$ 250 milhões em volume de transações ao longo de 2025. A expectativa é que esse número se aproxime de US$ 1 bilhão em 2026, impulsionado pela expansão de seus serviços e da base de clientes.
Os novos recursos serão destinados ao crescimento da infraestrutura, incluindo o desenvolvimento do Curation+, serviço voltado à curadoria de estratégias com ativos do mundo real e soluções on-chain. A empresa também pretende ampliar suas equipes de engenharia, gestão de ativos e atendimento ao cliente.
Dados recentes da McKinsey apontam que a oferta global de dólar digital ultrapassou US$ 300 bilhões, um salto expressivo frente aos menos de US$ 30 bilhões registrados em 2020. Já o volume anualizado de pagamentos com essas moedas chegou a cerca de US$ 390 bilhões em 2025.
A OpenTrade também evoluiu seu modelo inicial para incluir uma camada de protocolo permissionless, permitindo maior flexibilidade no acesso às estratégias. O Curation+ combina supervisão regulada de ativos com desenho e execução ativa de estratégias, mirando empresas que buscam exposição gerida sem montar equipes internas.
A primeira implementação permissionless já está ativa via Sierra Protocol. O token de rendimento líquido SIERRA é sustentado por estratégias que integram ativos tradicionais, como fundos de mercado monetário e crédito comercial, com operações em blockchain gerenciadas pela OpenTrade.
Com a nova rodada, a empresa busca escalar tanto sua infraestrutura permissionada quanto aberta, acompanhando a expansão do uso de dólar digital em fintechs, CeFi, DeFi e tesourarias corporativas.












