- OpenAI busca energia nuclear para IA escalável
- Helion pode fornecer até 50 GW até 2035
- Corrida por energia redefine setor de inteligência artificial
A OpenAI está avançando em negociações para garantir fornecimento direto de energia por meio da Helion Energy, startup focada em fusão nuclear e apoiada por Sam Altman. A movimentação sinaliza uma mudança estratégica relevante, com a empresa indo além da dependência de chips e data centers para assegurar sua própria infraestrutura energética no longo prazo.
Segundo informações divulgadas, a estrutura em discussão prevê que a OpenAI tenha acesso inicial a 12,5% da produção da Helion. Isso representaria cerca de 5 gigawatts até 2030, com potencial de alcançar até 50 gigawatts em 2035, um volume comparável ao consumo de energia de países inteiros.
Mesmo a primeira etapa do acordo já seria considerada expressiva para um único cliente. Caso o plano avance para o cenário mais amplo, a OpenAI passaria a operar em um nível energético semelhante ao de projetos de infraestrutura nacional, evidenciando o crescimento acelerado da demanda por energia no setor de inteligência artificial.
A Helion, por sua vez, vem ganhando destaque no mercado privado. Em 2025, a empresa levantou US$ 425 milhões em uma rodada Série F, alcançando avaliação superior a US$ 5,4 bilhões e ultrapassando US$ 1 bilhão em financiamento total. Entre os investidores estão grandes fundos e nomes influentes do setor de tecnologia.
Apesar do interesse crescente, a fusão nuclear ainda enfrenta desafios importantes. A tecnologia não atingiu viabilidade comercial plena, embora a Helion afirme estar próxima de alcançar o ponto em que a energia gerada supera o consumo do próprio processo — um marco considerado essencial para o setor.
As negociações com a OpenAI seguem condicionais, com pontos ainda em aberto, incluindo a localização das futuras instalações de geração de energia. Paralelamente, a empresa já firmou acordos anteriores, como um contrato com a Microsoft para fornecimento de energia a partir de sua primeira usina até 2028.
Outras gigantes também estão se posicionando nesse segmento. O Google, por exemplo, fechou acordo com a Commonwealth Fusion Systems para aquisição de energia de fusão, indicando que a corrida por fontes energéticas alternativas está se tornando um fator central na disputa tecnológica global.













