- OFAC aplica sanções a empresas russas por uso de cripto
- Grupo Aeza ligado a ransomware e mercado darknet
- Mais de US$ 350 mil movimentados em criptoativos ilícitos
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, impôs sanções ao grupo russo Aeza e a três entidades afiliadas, acusando-as de facilitar atividades cibernéticas criminosas com o uso de criptomoedas e infraestrutura digital avançada. A ação, divulgada nesta terça-feira, visa combater o uso de serviços de hospedagem à prova de falhas (BPH) voltados a práticas como ransomware, roubo de dados e comércio ilegal na darknet.
🚨 BREAKING: The U.S. Treasury’s OFAC sanctions a Russian hosting provider linked to ransomware, infostealers, & darknet drug markets enabling crypto theft.
A major move against infrastructure fueling illicit digital asset activity. 🛑💻 #cybersecurity #crypto #ransomware… pic.twitter.com/gzbzoZM9zx
— Crypto News Hunters 🎯 (@CryptoNewsHntrs) July 2, 2025
Segundo o Tesouro dos EUA, o Aeza Group atuava como provedor de serviços para redes cibercriminosas que exploravam o anonimato da blockchain, movimentando recursos por meio de criptomoedas como TRON. Um dos endereços ligados ao grupo recebeu mais de US$ 350 mil em pagamentos ilícitos. As sanções também atingem três entidades relacionadas: Aeza International Ltd, sediada no Reino Unido, Aeza Logística LLC e Soluções em Nuvem LLC, ambas localizadas na Rússia.
Quatro indivíduos foram citados como operadores-chave do grupo: Arsenii Penzev, CEO e acionista; Yurii Bozoyan, diretor geral; Vladimir Gast, diretor técnico; e Igor Knyazev, também acionista. Juntos, são acusados de estruturar e manter sistemas que apoiam ações ilegais como o roubo de credenciais pessoais, que posteriormente eram vendidas em mercados clandestinos da internet.
Além disso, o OFAC destacou que a infraestrutura do Aeza foi usada por organizações como a BlackSprut, um mercado da darknet envolvido com o comércio de precursores de fentanil e que movimentou mais de US$ 900 milhões. O grupo também deu suporte técnico a operadores de ransomware como BianLian, Meduza e Luma, todos ligados a ataques cibernéticos e extorsões com demanda de pagamento em criptomoedas.
O Departamento do Tesouro reforçou que continuará rastreando e bloqueando o acesso de agentes maliciosos ao sistema financeiro dos Estados Unidos, com atenção especial ao uso indevido de ativos digitais por redes criminosas internacionais.














