- Nike é processada após fechamento da divisão NFT RTFKT
- Investidores alegam venda de títulos não registrados em NFTs
- Debate sobre NFTs como valores mobiliários impacta criptomoedas
A Nike, uma das maiores marcas esportivas do mundo, está sendo processada em Nova York após o encerramento repentino de sua divisão de NFTs, a RTFKT. A ação coletiva, liderada pelo investidor australiano Jagdeep Cheema, busca uma indenização de US$ 5 milhões. O grupo de compradores alega que a empresa cometeu “rug pull” e comercializou títulos não registrados, deixando milhares de usuários com coleções digitais desvalorizadas.
De acordo com o processo, a Nike teria se aproveitado de sua forte reputação para impulsionar a venda dos NFTs, sem oferecer as proteções legais necessárias. Com o encerramento da RTFKT no início de 2025, a funcionalidade dos ativos digitais também foi comprometida, já que diversos NFTs pararam de exibir suas imagens devido a problemas técnicos relacionados à Cloudflare, aumentando a insegurança dos investidores.
A disputa jurídica também reacendeu o debate sobre se NFTs devem ser classificados como valores mobiliários. Reguladores e tribunais dos Estados Unidos ainda divergem sobre essa definição, o que poderá trazer mudanças importantes para o setor de criptomoedas nos próximos anos. Uma regulamentação mais clara pode forçar as empresas a adotar práticas mais transparentes, sem limitar o desenvolvimento tecnológico.
A Nike havia adquirido a RTFKT em 2021, movimento visto como um avanço para a adoção da tecnologia blockchain no mercado de massa. A parceria foi inicialmente recebida com entusiasmo pela comunidade de criptomoedas, mas o fechamento inesperado da divisão gerou frustração entre os colecionadores, que apostavam no potencial de valorização dos ativos digitais da marca.
Mesmo com tentativas de restaurar parte dos conteúdos digitais, muitos usuários passaram a questionar a gestão centralizada de coleções de NFTs, evidenciando a necessidade de soluções mais descentralizadas e duradouras para o mercado de ativos digitais.
Apesar do episódio, o setor de criptomoedas continua a evoluir, buscando reforçar a proteção da propriedade digital e a autonomia dos usuários, por meio de contratos inteligentes auditáveis e armazenamento descentralizado.












