- taxas baixas criptomoedas desafiam Coinbase e Robinhood
- Morgan Stanley amplia negociação de criptomoedas via E*Trade
- Bitcoin, Ether e Solana ganham acesso mais barato
O Morgan Stanley deu um novo passo no mercado de criptomoedas ao lançar a negociação direta de ativos digitais na E*Trade com tarifas mais competitivas. A iniciativa coloca o banco em disputa direta com plataformas como Coinbase e Robinhood, ao oferecer custos menores para atrair investidores.
De acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira, a nova estrutura cobra 50 pontos-base por operação. O valor fica abaixo das taxas praticadas por concorrentes relevantes, como a Robinhood, que aplica cerca de 95 pontos-base, e a Coinbase, com aproximadamente 60 pontos-base. Já a Charles Schwab, que entrou recentemente nesse segmento, opera com 75 pontos-base.
O serviço ainda está em fase piloto, mas a expectativa é de expansão gradual para toda a base de 8,6 milhões de clientes da E*Trade até o fim do ano. Inicialmente, a oferta contempla negociação de Bitcoin, Ether e Solana, três dos principais ativos do mercado.
“Isso é muito mais do que negociar criptomoedas a um preço mais baixo”, disse Jed Finn, que lidera a divisão de gestão de patrimônio do Morgan Stanley. “De certa forma, a estratégia está desintermediando os desintermediadores.”
A movimentação ocorre após um período de análise interna iniciado há mais de um ano, quando o banco passou a estudar formas de integrar ativos digitais ao seu portfólio de serviços. Historicamente, a E*Trade oferecia apenas exposição indireta por meio de ETFs, contratos futuros e outros produtos ligados ao setor.
Nos últimos meses, o banco intensificou sua presença nesse mercado. Um dos destaques foi o lançamento do Morgan Stanley Bitcoin Trust (MSBT), listado na NYSE Arca, com taxa de administração de 0,14%. O valor foi definido abaixo de concorrentes como BlackRock e Fidelity, com o objetivo de atrair investidores institucionais.
A estratégia mostra um avanço das instituições financeiras tradicionais em direção ao setor de criptomoedas. Executivos do banco defendem que há uma convergência crescente entre finanças tradicionais e soluções baseadas em ativos digitais, o que abre espaço para novos modelos de negócios.
Esse movimento ganhou força com mudanças no ambiente regulatório dos Estados Unidos sob o atual presidente Donald Trump, cuja administração adotou uma postura mais aberta em relação às criptomoedas, incentivando bancos a ampliarem sua atuação no segmento.













