- Qubic afirma ter 51% do poder de mineração do Monero
- Temores de ataque de 51% aumentam após reorganização de blocos
- Comunidade questiona dados e viabilidade econômica da estratégia
O Monero, uma das principais criptomoedas com foco em privacidade, enfrenta preocupações de segurança após Sergey Ivancheglo, fundador da Qubic, afirmar que o pool de mineração de seu projeto alcançou 51% do hashrate da rede. Esse nível de poder computacional, em teoria, poderia permitir reorganização de blocos, censura de transações e até tentativas de gasto duplo.
Looks like #Qubic has achieved 51% over #Monero, we are waiting for independent confirmations. In the meanwhile #Monero team is polishing details of their 51% attack protection.
Many accused us of being sponsored by 3-letter agencies to attack this anon coin. What do you think…— Come-from-Beyond (@c___f___b) August 12, 2025
A declaração ocorreu após uma reorganização profunda de seis blocos na blockchain do Monero. Ivancheglo afirmou que o objetivo da Qubic é expor vulnerabilidades e preparar a comunidade para possíveis ameaças no futuro. A empresa utiliza um modelo de “prova de trabalho útil” (uPoW), no qual a mineração do algoritmo RandomX do Monero é convertida em USDT para comprar e queimar tokens QUBIC, criando um ciclo deflacionário para sua própria economia.
Entre maio e julho, a participação da Qubic no hashrate global do Monero saltou de menos de 2% para mais de 25%, chegando a liderar o ranking de pools em alguns momentos. Segundo Ivancheglo, o plano era demonstrar controle majoritário entre 2 e 31 de agosto. Nesse período, a Qubic suspendeu a divulgação pública de seu hashrate, alegando que isso destacaria os riscos de centralização.
Charles Guillemet, diretor de tecnologia da Ledger, afirmou que “o Monero parece estar no meio de um ataque bem-sucedido de 51%”, alertando que manter o controle poderia custar cerca de US$ 75 milhões por dia e comprometer rapidamente a confiança da rede caso blocos de outros mineradores fossem órfãos.
No entanto, alguns membros da comunidade contestam a narrativa. Luke Parker, desenvolvedor da SeraiDEX, argumentou que a Qubic realizou um ataque de reorganização, mas não deteve efetivamente a maioria absoluta do hashrate. Ele destacou que dados do miningpoolstats indicam uma participação menor que 51% e que a exclusão de informações públicas dificulta a verificação.
A 6 re-org does not mean a ‘51% attack’ was successful. In that case, we’d see unbounded-depth re-orgs/no blocks mined by any other mining pool (assuming the adversary censors other mining pools, as this one does).
It does mean an adversary with a high amount of hash got lucky.
— Luke Parker (@kayabaNerve) August 12, 2025
Enquanto o debate se intensifica, o XMR registrou queda de mais de 8%, sendo negociado a cerca de US$ 248, com valor de mercado próximo a US$ 4,6 bilhões. Já o QUBIC foi cotado em torno de US$ 0,0000023, com capitalização aproximada de US$ 280 milhões.












