- Mercados asiáticos ignoram tensão entre EUA e Irã
- Investidores mantêm apetite por risco nas bolsas globais
- Nikkei e Kospi registram ganhos após alerta de Trump
Os mercados da Ásia-Pacífico iniciaram a terça-feira em alta, mesmo após novas declarações do atual presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a fragilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A postura dos investidores mostrou resistência diante das tensões geopolíticas, mantendo o movimento positivo das bolsas internacionais.
Na segunda-feira, Trump afirmou que o acordo de trégua entre Washington e Teerã atravessa um momento delicado. Segundo ele, a resposta iraniana à proposta americana para encerrar o conflito foi considerada inaceitável pela Casa Branca.
“Eu diria que o cessar-fogo está em estado crítico, como se o médico entrasse e dissesse: ‘Senhor, seu ente querido tem aproximadamente 1% de chance de sobreviver’”, disse ele.
Mesmo com o aumento das preocupações envolvendo Oriente Médio, petróleo e inflação, os principais índices asiáticos registraram ganhos relevantes nas primeiras horas do pregão.
No Japão, o Nikkei 225 operou em alta, enquanto o Topix subiu 0,54%. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou mais de 2%, renovando máximas após o desempenho positivo registrado no pregão anterior. O índice Kosdaq, focado em empresas menores, também apresentou valorização.
Na Austrália, o S&P/ASX 200 ficou próximo da estabilidade, mantendo leve oscilação ao longo da sessão. Já em Hong Kong, os contratos futuros do índice Hang Seng apontaram continuidade do movimento positivo observado no fechamento anterior.
O comportamento do mercado chamou atenção pela baixa reação aos riscos internacionais. Para Jordan Rizzuto, CIO da GammaRoad Capital Partners, os investidores passaram a ignorar eventos externos que não provoquem impactos diretos nos fundamentos econômicos ou nos resultados corporativos.
Segundo ele, os mercados globais vêm atravessando uma fase em que os participantes evitam movimentos defensivos exagerados, mesmo diante de notícias negativas.
Nos últimos anos, investidores enfrentaram pandemia, inflação elevada, aumentos agressivos de juros pelo Federal Reserve e receios ligados às tarifas internacionais. Esse histórico contribuiu para consolidar a estratégia de compra em momentos de queda, reduzindo o impacto imediato de novas tensões geopolíticas sobre as bolsas globais e também sobre o mercado de criptomoedas.












