- Futuros do S&P 500 ampliam ganhos no início de junho
- Bitcoin recua enquanto bolsas dos EUA avançam
- Mercado monitora empregos, petróleo e Federal Reserve
Segunda-feira, 1 de junho de 2026 – Wall Street iniciou junho em terreno positivo após encerrar maio com máximas históricas, enquanto o Bitcoin operava em queda e mostrava desempenho inferior ao observado nos principais índices americanos.
Os futuros do S&P 500 lideravam os ganhos entre os grandes indicadores dos Estados Unidos, avançando 0,26% e alcançando 7.615,75 pontos. Os futuros da Nasdaq subiam 0,52%, para 30.564 pontos, enquanto os contratos futuros do Dow Jones registravam alta de 0,10%, chegando a 51.128 pontos. O Russell 2000 também operava no azul, com valorização de 0,08%, aos 2.926,70 pontos.
O movimento reforça o sentimento positivo que marcou maio. Durante o mês passado, o Nasdaq Composite acumulou ganhos superiores a 8%, impulsionado principalmente pelas gigantes de tecnologia. O S&P 500 avançou cerca de 5%, enquanto o Dow Jones Industrial Average registrou alta próxima de 3%.
Apesar do desempenho favorável das bolsas americanas, o mercado de criptomoedas apresentava um comportamento diferente. O Bitcoin era negociado em torno de US$ 73.309, com recuo de 0,86% no dia. A queda da principal criptomoeda acontecia em meio ao fortalecimento dos índices acionários.
A menor percepção de risco também aparecia no índice VIX, conhecido como o termômetro do medo em Wall Street. O indicador recuava 2,67%, para 15,32 pontos, sugerindo maior confiança entre os investidores no início do mês.
No mercado de commodities, o petróleo seguia em destaque. O barril do Brent avançava 2,11%, sendo negociado a US$ 93,04, enquanto o ouro recuava 0,97%, refletindo uma migração de parte dos recursos para ativos considerados mais ligados ao crescimento econômico.
Além dos fatores econômicos, investidores continuam acompanhando os acontecimentos no Oriente Médio. O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que convocaria seus assessores para uma “decisão final” sobre os próximos passos envolvendo o Irã. O presidente também voltou a defender a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de energia.
As tensões geopolíticas ajudaram a sustentar a recuperação do petróleo após a forte correção registrada em maio. Ao mesmo tempo, o mercado monitora as negociações entre Washington e Teerã, incluindo discussões sobre o controle do tráfego marítimo na região e possíveis liberações de recursos iranianos atualmente congelados.
O foco da semana, entretanto, permanece nos indicadores econômicos dos Estados Unidos. O relatório de empregos não agrícolas, previsto para sexta-feira, deverá ser acompanhado de perto pelos investidores, já que seus resultados podem influenciar as expectativas para os próximos movimentos do Federal Reserve em relação às taxas de juros.













