- Dow Jones supera 49.000 e marca novo recorde histórico
- S&P 500 fecha em alta com apoio de ações de tecnologia
- Investidores avaliam IA e dados econômicos nos EUA
O mercado de ações americano iniciou 2026 em forte ritmo de valorização, com os principais índices rompendo níveis históricos. O Dow Jones Industrial Average ultrapassou os 49.000 pontos pela primeira vez, encerrando o pregão com alta de 1%, enquanto o S&P 500 avançou 0,6%, também renovando seu recorde. O Nasdaq Composite acompanhou o movimento e subiu 0,6%, impulsionado por ações de tecnologia.
A valorização ocorreu em meio ao otimismo dos investidores diante das novidades no setor de inteligência artificial apresentadas na CES 2026, em Las Vegas. A Nvidia lançou sua nova plataforma de superchips de IA, chamada Vera Rubin, enquanto a AMD apresentou seu sistema concorrente, o Helios. A disputa estratégica entre as gigantes movimentou o setor, com destaque também para atualizações esperadas de Intel e Qualcomm ao longo da semana.
Entre as companhias com melhor desempenho na terça-feira, destacaram-se Amazon, Micron e Broadcom. A valorização dessas ações ajudou a sustentar o avanço dos índices, refletindo a confiança renovada no segmento de tecnologia diante dos avanços em IA e semicondutores.
No campo macroeconômico, os investidores monitoram atentamente a divulgação de novos indicadores que devem ajudar a calibrar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve em relação às taxas de juros. A leitura final do PMI de Serviços da S&P Global mostrou desaceleração no crescimento do setor em dezembro, o mais lento em oito meses, sugerindo sinais mistos sobre a força da economia americana.
Ainda nesta semana, o relatório oficial de empregos de dezembro deve ganhar destaque. Após meses de paralisações no governo que comprometeram a fluidez dos dados, os analistas voltam a contar com esses indicadores como base para avaliar o posicionamento do Fed. O presidente do banco central, Jerome Powell, tem reiterado que decisões futuras dependerão da clareza sobre o mercado de trabalho.
No mercado de commodities, o cobre segue valorizado e rompeu a marca de US$ 13.000 por tonelada, atingindo novo recorde. A pressão sobre os estoques, intensificada pelas possíveis tarifas impostas pelo atual presidente dos EUA, Donald Trump, contribuiu para essa disparada. A movimentação da matéria-prima reforça o foco dos mercados na reconfiguração do comércio global.












