- MARA vende Bitcoin para reduzir dívida e recomprar notas
- Mineradora ajusta estratégia e liquidez com venda de BTC
- Estoque de Bitcoin cai, mas valor de mercado segue alto
A MARA Holdings, mineradora de Bitcoin listada na Nasdaq, movimentou o mercado ao vender 15.133 BTC ao longo de três semanas neste mês. A operação gerou cerca de US$ 1,1 bilhão, direcionados à recompra de notas conversíveis com vencimento em 2030 e 2031.
A decisão representa um movimento estratégico para reduzir o nível de endividamento da empresa. Com a recompra dos títulos, a MARA conseguiu diminuir aproximadamente 30% da dívida pendente, além de evitar uma diluição maior da participação dos acionistas.
Segundo Fred Thiel, presidente do conselho da companhia, a venda de Bitcoin faz parte de uma política mais ampla de gestão de capital. Ele destacou que a medida amplia a flexibilidade financeira da empresa enquanto ela expande sua atuação para áreas como infraestrutura de inteligência artificial e energia digital.
A empresa também indicou, em documento recente, que a venda de BTC poderá ocorrer de forma ocasional ao longo de 2026. A estratégia busca equilibrar liquidez e crescimento, mantendo recursos disponíveis para novos investimentos e operações.
Antes da movimentação, a MARA detinha 53.822 Bitcoins em seu caixa. Após a venda, o total caiu para 38.689 BTC, avaliados em cerca de US$ 2,7 bilhões com base nos preços atuais do mercado.
Mesmo com a redução no estoque, a mineradora segue entre as maiores empresas públicas com exposição direta ao Bitcoin. No entanto, a atualização alterou o ranking, colocando a MARA na terceira posição entre as companhias com maiores reservas da criptomoeda.
À frente, aparece a Twenty One Capital, empresa apoiada por Tether Investments e Bitfinex, que atualmente possui 43.514 BTC em sua tesouraria. O movimento reforça a disputa entre empresas públicas que adotam o Bitcoin como parte relevante de suas estratégias financeiras.
A iniciativa da MARA sinaliza uma mudança gradual no comportamento das mineradoras, que passam a tratar o Bitcoin não apenas como ativo de longo prazo, mas também como ferramenta ativa de gestão financeira e alocação de capital.












