- Kalshi recebe US$ 1 bi e dobra avaliação
- Plataforma expande parcerias institucionais globais
- Empresa enfrenta pressões regulatórias estaduais
A Kalshi assegurou um novo aporte de US$ 1 bilhão, elevando sua avaliação para US$ 11 bilhões e consolidando um dos crescimentos mais acelerados entre plataformas de previsão. O investimento chega menos de dois meses após a empresa captar US$ 300 milhões com valuation de US$ 5 bilhões, marcando um dos avanços mais rápidos do setor em 2025.
Segundo informações divulgadas, a nova rodada foi liderada por Sequoia e CapitalG, que também participaram da captação anterior. Investidores recorrentes como Andreessen Horowitz, Paradigm, Anthos Capital e Neo seguiram apoiando a plataforma, que tem registrado expansão constante.
O momento da captação posiciona a Kalshi em uma disputa cada vez mais intensa com a Polymarket, que negocia uma rodada com avaliação estimada entre US$ 12 bilhões e US$ 15 bilhões. Ambas se beneficiaram da crescente atenção aos mercados de previsão ligados a resultados políticos, amplificada pela participação dos usuários nas projeções da eleição presidencial dos EUA e por acertos recentes, como o resultado da eleição para prefeito de Nova York.
A Kalshi atende atualmente clientes em mais de 140 países, oferecendo mercados que vão desde previsões políticas de longo prazo até temas culturais, como a escolha da Pessoa do Ano da Time e avaliações de filmes. Em outubro, a plataforma atingiu US$ 50 bilhões em volume anualizado, um salto expressivo comparado aos cerca de US$ 300 milhões registrados no ano anterior.
A empresa venceu no último ano um processo importante contra a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities, liberando o acesso de usuários americanos à plataforma. Apesar disso, segue enfrentando disputas regulatórias estaduais. Um dos conflitos mais críticos ocorre em Massachusetts, onde o Procurador-Geral tenta bloquear mercados esportivos, e a Kalshi afirma que a ordem poderia resultar na liquidação de US$ 650 milhões em posições em aberto.
Enquanto isso, a Polymarket permanece impedida de operar nos EUA desde 2022, após acordo com reguladores, ainda que tenha avançado ao adquirir uma bolsa de derivativos e uma câmara de compensação.
A Kalshi também ampliou suas parcerias institucionais recentes. Em novembro, integrou seus dados às plataformas da Barchart, lançou mercados ligados a itens colecionáveis em parceria com a StockX e migrou todo seu fluxo de USD Coin para a infraestrutura institucional da Coinbase, reforçando a segurança operacional.
O novo aporte sinaliza que investidores continuam enxergando potencial amplo de adoção para plataformas de previsão, mesmo com debates regulatórios em curso sobre sua classificação jurídica nos Estados Unidos.














