- JPMorgan avalia Bitcoin como ativo mais estável que ouro
- Bitcoin e JPMorgan reforçam tese de longo prazo
- Volatilidade menor destaca potencial estrutural do Bitcoin
O JPMorgan avalia que o Bitcoin pode se tornar mais atraente no longo prazo justamente por apresentar uma volatilidade menor do que a do ouro. Apesar da narrativa histórica do Bitcoin como “ouro digital”, os analistas do banco indicam que a divergência recente entre os dois ativos não deve ser interpretada apenas como um sinal de fraqueza para a criptomoeda.
No momento, o Bitcoin é negociado em torno de US$ 63.439,71, acumulando uma queda de 13% no dia, movimento que reflete a pressão vendedora observada nos mercados globais. O ouro, por sua vez, também passa por correção, sendo cotado a US$ 4.825,50, com recuo de 2,53%, após ter registrado fortes ganhos ao longo de 2025.
De acordo com o JPMorgan, o ouro acumulou valorização superior a 60% no último ano, impulsionado principalmente pelas compras contínuas de bancos centrais e pela busca por proteção diante das incertezas macroeconômicas. Já o Bitcoin enfrentou um período mais desafiador em 2026, com quedas mensais sucessivas e desempenho inferior tanto ao ouro quanto a outros ativos de risco.
O relatório do JPMorgan sobre o Bitcoin sugere que essa diferença crescente levou parte do mercado a questionar o papel do ativo como proteção em momentos de estresse financeiro. Ainda assim, o banco destaca que a análise não deve se limitar ao retorno nominal, mas considerar o comportamento da volatilidade ao longo do tempo.
Os ativos digitais “sofreram ainda mais pressão na última semana, assim como os ativos de risco, em particular os de tecnologia, e o ouro e a prata, outras proteções percebidas contra um cenário catastrófico, sofreram uma forte correção”, escreveram analistas liderados por Nikolaos Panigirtzoglou. Esse movimento também se refletiu em fluxos negativos para ETFs à vista de Bitcoin e ether, indicando um sentimento mais cauteloso entre investidores institucionais e individuais.
Apesar disso, o JPMorgan observa que, desde outubro do ano passado, o ouro superou o Bitcoin em desempenho, porém com uma volatilidade significativamente maior. Esse fator, segundo o banco, torna o Bitcoin “ainda mais atraente em comparação com o ouro” sob uma ótica de risco ajustado.
Em uma simulação teórica, os analistas afirmam que, se o Bitcoin apresentasse a mesma volatilidade recente do ouro, seu preço precisaria se aproximar de US$ 266.000 para igualar o volume de investimentos direcionados ao metal precioso. Embora esse nível seja considerado improvável no curto prazo, o banco destaca que a comparação ajuda a ilustrar o potencial estrutural de valorização do Bitcoin no longo prazo, especialmente quando o sentimento negativo do mercado for revertido.













