- Stablecoin japonesa será lançada pela fintech JPYC
- JPYC visa emissão de 1 trilhão de ienes em 3 anos
- Stablecoin terá uso em remessas, pagamentos e DeFi
A autoridade reguladora financeira do Japão deve autorizar nos próximos meses a emissão da primeira stablecoin atrelada ao iene. A iniciativa será conduzida pela fintech JPYC, com sede em Tóquio, e marca um novo estágio para o mercado de criptomoedas reguladas no país.
A expectativa é que a empresa finalize seu registro como prestadora de serviços de transferência de dinheiro junto à Agência de Serviços Financeiros (FSA) ainda em agosto. Logo após essa etapa, a emissão dos tokens deve ter início.
A stablecoin será lastreada por ativos considerados altamente líquidos, como depósitos bancários e títulos do governo japonês, garantindo a paridade com a moeda fiduciária local. Entre as aplicações previstas estão transferências internacionais, liquidação de pagamentos corporativos e integração com soluções de finanças descentralizadas (DeFi).
Segundo projeções da empresa, a JPYC pretende colocar em circulação cerca de 1 trilhão de ienes — o equivalente a aproximadamente US$ 6,78 bilhões — ao longo dos próximos três anos. O projeto já chamou a atenção de fundos de investimento, que veem na proposta uma oportunidade de diversificação com menor volatilidade.
O Japão estabeleceu as bases para a regulamentação de stablecoins em 2022, quando aprovou alterações na Lei de Serviços de Pagamento. Essas mudanças permitiram a emissão de moedas digitais com lastro fiduciário exclusivamente por instituições licenciadas, como bancos e empresas fiduciárias. No ano seguinte, esse tipo de ativo passou a ser legalmente classificado como “ativo denominado em moeda”.
Desde então, o setor bancário local tem demonstrado interesse crescente nesse segmento. Um dos destaques é o grupo financeiro Sumitomo Mitsui (SMBC), que anunciou planos para desenvolver sua própria stablecoin em parceria com empresas especializadas em blockchain e segurança de ativos digitais.
A movimentação sinaliza uma transição gradual do Japão rumo a um ecossistema de criptomoedas mais institucionalizado, com tokens estáveis desempenhando papel central em soluções de pagamento e integração entre moedas tradicionais e sistemas digitais.














