- Roubo de chaves privadas lidera perdas com criptomoedas
- Explorações de front-end representam 80% dos ataques
- Coreia do Norte ligada a US$ 1,6 bilhão em roubos
Mais de US$ 2,1 bilhões em criptomoedas foram roubados no primeiro semestre de 2025, segundo relatório publicado pela TRM Labs. O levantamento aponta que cerca de 80% desse valor se originou de violações de infraestrutura, incluindo sequestros de front-end, roubo de chaves privadas e vazamentos de frases-semente.
According to a report by @CertiK, a web3 security expert.
𝙎𝙤 𝙛𝙖𝙧 𝙞𝙣 2025, 𝙤𝙫𝙚𝙧 2.1 𝙗𝙞𝙡𝙡𝙞𝙤𝙣 𝙐𝙎𝘿 𝙝𝙖𝙨 𝙗𝙚𝙚𝙣 𝙡𝙤𝙨𝙩 𝙛𝙤𝙧𝙚𝙫𝙚𝙧 𝙞𝙣 𝘾𝙧𝙮𝙥𝙩𝙤 𝙬𝙞𝙩𝙝 𝙒𝙖𝙡𝙡𝙚𝙩 𝙘𝙤𝙢𝙥𝙧𝙤𝙢𝙞𝙨𝙚𝙨 𝙖𝙣𝙙 𝙥𝙝𝙞𝙨𝙝𝙞𝙣𝙜 𝙖𝙩𝙩𝙖𝙘𝙠𝙨 𝙢𝙖𝙠𝙞𝙣𝙜 𝙪𝙥 𝙖… pic.twitter.com/XiExabBE2r
— YHK🌟 (@yorubahoekage) June 26, 2025
De acordo com a TRM, esses tipos de ataque se destacaram não apenas pela frequência, mas também pela gravidade. Os prejuízos gerados por esse tipo de exploração chegaram a ser, em média, dez vezes maiores do que os causados por falhas em contratos inteligentes. Técnicas como empréstimos rápidos e ataques de reentrada responderam por aproximadamente 12% das perdas, reforçando a fragilidade de diversos protocolos DeFi.
O total registrado já se equipara aos números de todo o ano de 2024 e supera em cerca de 10% os dados do primeiro semestre de 2022. Um dos principais incidentes foi o ataque sofrido pela Bybit em fevereiro, estimado em US$ 1,5 bilhão. Segundo a TRM, essa ofensiva foi atribuída a atores norte-coreanos, e elevou a média de danos por incidente para US$ 30 milhões — o dobro da média registrada no ano anterior.
A Coreia do Norte aparece como protagonista, sendo responsável por aproximadamente US$ 1,6 bilhão dos fundos desviados, ou 70% do total global. O relatório aponta que tais atividades financiam programas armamentistas do regime. Outro caso citado envolve a corretora iraniana Nobitex, alvo de uma violação realizada pelo grupo israelense Gonjeshke Darande, resultando na perda de US$ 90 milhões durante um período de tensão geopolítica intensa.
A TRM Labs recomendou medidas reforçadas de segurança, incluindo autenticação multifator, maior uso de armazenamento a frio e fortalecimento de controles internos. A empresa também destacou a importância da colaboração entre os participantes do setor cripto para conter ameaças.
“O caminho a seguir exige colaboração multifacetada”, afirma o relatório. “Os roubos de registros do primeiro semestre de 2025 são um forte chamado à ação por uma postura de segurança coletiva, sustentada e estrategicamente alinhada — preparada não apenas para o crime, mas também para atos secretos de política pública.”












