- Grayscale protocola ETF de AAVE na SEC
- ETF AAVE pode listar na NYSE Arca
- Exposição a DeFi via ETF regulamentado
A Grayscale Investments apresentou à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) um pedido para converter seu fundo fiduciário de AAVE em um ETF listado na NYSE Arca. A proposta amplia a estratégia da gestora de transformar veículos fechados de criptomoedas em produtos negociados em bolsa no mercado americano.
O novo fundo teria como objetivo acompanhar o desempenho do AAVE, token do protocolo de finanças descentralizadas Aave, conhecido por suas soluções de empréstimos em DeFi. No momento do registro, o AAVE era negociado próximo de US$ 119, com valorização diária de cerca de 9% e capitalização ao redor de US$ 1,8 bilhão. O ativo atingiu máxima histórica de US$ 661,69 em abril de 2021.
Segundo o documento protocolado, a taxa de patrocínio prevista é de 2,5% sobre o valor patrimonial líquido do fundo, paga em AAVE. A Coinbase foi indicada para atuar como custodiante e corretora principal do produto, papel já desempenhado em outros ETFs ligados a criptomoedas.
A iniciativa ocorre após a Grayscale ter obtido uma vitória judicial contra a SEC em 2023, decisão que abriu espaço para a aprovação de ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos. Desde então, a gestora vem ajustando sua estrutura para alinhar fundos já existentes aos padrões exigidos para negociação em bolsa.
O movimento também reforça a disputa entre gestoras por produtos atrelados a criptos além do bitcoin. A Bitwise Asset Management, por exemplo, já apresentou registros para ETFs vinculados a diferentes tokens alternativos, indicando maior diversificação nas estratégias voltadas a investidores institucionais e de varejo.
Na Europa, já existem produtos negociados em bolsa lastreados em AAVE, incluindo ofertas estruturadas por 21Shares e Global X. Caso o ETF da Grayscale seja aprovado, investidores dos EUA poderão acessar exposição ao setor de finanças descentralizadas por meio de um veículo regulamentado, negociado em bolsa tradicional.
A proposta sinaliza mais um passo na aproximação entre o mercado de capitais dos EUA e o setor de DeFi, consolidando o AAVE como um dos principais tokens considerados para estruturas de investimento reguladas no país.













