- Gemini avalia venda de operações de criptomoedas na Europa
- Licenças regulatórias aumentam interesse de compradores institucionais
- Ações despencam mais de 80% após IPO da Gemini
Potenciais compradores estão analisando a aquisição de partes da Gemini, com foco específico nas operações da corretora de criptomoedas na Europa e no Reino Unido. A avaliação não envolve necessariamente a compra total da empresa, mas sim ativos considerados estratégicos, especialmente a estrutura regulatória construída ao longo dos últimos anos.
Esse movimento ocorre após a empresa anunciar um corte significativo de custos, incluindo a redução de cerca de 25% da equipe e o encerramento de operações em diversas regiões, como União Europeia, Reino Unido e Austrália. Com isso, a Gemini passou a concentrar suas atividades nos Estados Unidos e em Singapura.
Para possíveis interessados, o principal atrativo está no acesso regulatório já conquistado. A empresa obteve licença MiCA em Malta, permitindo oferecer serviços em todo o bloco europeu. No Reino Unido, suas subsidiárias possuem autorizações relevantes junto à FCA, incluindo emissão de moeda eletrônica e registro para atividades com criptos.
Apesar disso, a transferência dessas licenças não ocorre automaticamente. Qualquer mudança de controle exige aprovação dos reguladores, o que pode levar semanas e envolve análise detalhada das autoridades financeiras locais. Esse fator adiciona complexidade ao processo de negociação.
O interesse nas operações europeias surge em meio a uma forte desvalorização das ações da Gemini. Após seu IPO em setembro de 2025, quando os papéis foram lançados a US$ 28 e chegaram a abrir a US$ 37, os preços caíram drasticamente. Em abril de 2026, as ações passaram a ser negociadas perto de US$ 4,87, acumulando uma queda superior a 80%.
A reestruturação também impactou a liderança da empresa. Executivos importantes deixaram seus cargos recentemente, incluindo o diretor de operações, o diretor financeiro e o diretor jurídico, sinalizando mudanças internas mais profundas.
Com ativos regulatórios considerados valiosos e uma pressão crescente sobre sua estrutura financeira, a Gemini entra em uma fase em que partes do negócio podem ganhar novos donos, especialmente em regiões onde a regulação já está consolidada.














