- American Bitcoin Corp prepara listagem na Nasdaq
- Winklevoss investem em mineradora com laços políticos
- Empresa mira reserva estratégica de Bitcoin minerado
Os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss teriam realizado um aporte na American Bitcoin Corp., empresa de mineração de criptomoedas que conta com participação de Eric Trump e Donald Trump Jr., segundo informações da Bloomberg.
O projeto combina ativos da mineradora Hut 8 Corp., listada em bolsa, com uma entidade ligada aos filhos do atual presidente dos EUA. A participação dos Winklevoss ocorreu em uma colocação privada, confirmada pelo CEO da Hut 8, Asher Genoot, que destacou que a rodada foi “supersubscrita”.
Essa captação teria somado aproximadamente US$ 220 milhões, em dinheiro e Bitcoin. Embora o valor individual investido pelos gêmeos não tenha sido divulgado, fontes indicam que parte do aporte foi feita diretamente em BTC.
A American Bitcoin Corp. foi formada em março, com 80% das ações sob controle da Hut 8 e os 20% restantes da American Data Centers, apoiada por Eric e Donald Trump Jr. Eric Trump atua como diretor de estratégia e poderá ver sua fatia se valorizar caso a listagem pública seja bem-sucedida.
A companhia anunciou a intenção de abrir capital por meio de fusão com a Gryphon Digital Mining Inc., já listada na Nasdaq. A nova entidade deverá operar sob o ticker “ABTC” e a conclusão do processo está prevista para o início de setembro, dependendo da aprovação dos acionistas.
De acordo com Genoot, a meta é estruturar a American Bitcoin como mineradora e holding, acumulando Bitcoin proveniente de suas operações para formar uma reserva estratégica. A proposta foi bem recebida por investidores e reforça a conexão entre nomes influentes do setor de criptomoedas e da política norte-americana.
Os gêmeos, conhecidos por comandarem a exchange Gemini e pelo histórico de defesa ao Bitcoin, já participaram de eventos com a família Trump, incluindo uma cúpula sobre criptomoedas na Casa Branca e a assinatura de legislação voltada ao setor.
Genoot afirmou que a fusão garantirá “escala, capital e liderança” para posicionar a companhia como um player central na mineração de criptomoedas nos Estados Unidos. Caso obtenha o aval dos acionistas, a American Bitcoin estreará na Nasdaq como uma das mineradoras mais conectadas politicamente no país.












