- Futuros recuam com inflação persistente e juros altos
- Petróleo elevado pressiona mercados e aumenta volatilidade
- Bitcoin cai forte e acompanha aversão ao risco global
Os futuros das ações dos Estados Unidos operaram em leve queda na noite de quarta-feira, estendendo as perdas após uma sessão pressionada por dados inflacionários e incertezas macroeconômicas.
Os contratos do S&P 500 recuavam para 6.669,50 pontos (-0,11%), enquanto os futuros do Dow Jones caíam para 46.465,00 (-0,15%). Já o Nasdaq Futures operava em 24.616,00 (-0,14%) e o Russell 2000 registrava a maior queda entre os principais índices, com baixa de 0,30%, aos 2.488,00 pontos.
O aumento da cautela ficou evidente no índice de volatilidade VIX, que avançava 12,16%, alcançando 25,09 pontos, sinalizando maior proteção por parte dos investidores diante do cenário atual.
A pressão sobre os mercados ganhou força após a divulgação de um índice de preços ao produtor acima do esperado, reforçando preocupações com a inflação persistente nos Estados Unidos. O dado reduziu as apostas de cortes de juros no curto prazo, especialmente após comentários mais firmes do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
Apesar de o Federal Reserve ainda considerar possíveis cortes ao longo do ano, a leitura predominante do mercado é de manutenção das taxas elevadas por mais tempo, o que limita o apetite por risco.
No setor de energia, a guerra entre os EUA e Israel segue impactando os preços do petróleo. O Brent permanece acima de US$ 111 por barril, enquanto o West Texas Intermediate voltou a superar a marca de US$ 100, ampliando as preocupações inflacionárias globais.
O ouro também registrava recuo, sendo negociado a US$ 4.851,30 (-0,92%), em meio a ajustes após altas recentes.
Entre os ativos de risco, o Bitcoin acompanhou o movimento negativo e caiu 4,22%, sendo negociado a US$ 71.102,17. A queda reforça a correlação com o ambiente macroeconômico, especialmente em momentos de juros elevados e aumento da incerteza global.
No radar, investidores acompanham novos dados econômicos, como os pedidos de auxílio-desemprego e o índice de manufatura do Fed da Filadélfia, que podem influenciar as próximas decisões de política monetária.













