- Futuros do S&P 500 hoje recuam com guerra EUA-Irã
- Bitcoin hoje sobe próximo de US$ 70 mil
- Petróleo pressiona inflação e mercados globais
Os futuros das bolsas de Nova York iniciaram a semana em leve queda, refletindo a cautela dos investidores diante da escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã. Mesmo após uma semana positiva para os índices, o mercado volta a operar com maior aversão ao risco.
Os futuros do S&P 500 hoje recuavam para 6.612,75 pontos, com queda de 0,14%. O Dow Jones Futures caía 0,25%, aos 46.616 pontos, enquanto o Nasdaq Futures apresentava leve baixa de 0,02%, aos 24.213 pontos. Já o Russell 2000 Futures registrava queda de 0,37%, aos 2.534,70 pontos.
O índice de volatilidade VIX operava estável em 23,87 pontos, indicando que o mercado ainda acompanha com cautela os desdobramentos geopolíticos. No mercado de commodities, o ouro recuava 0,57%, cotado a US$ 4.653,20, enquanto o petróleo seguia pressionado após recentes altas.
Na semana anterior, o S&P 500 havia avançado quase 6%, encerrando uma sequência de cinco semanas de perdas. O Dow Jones subiu cerca de 3%, enquanto o Nasdaq acumulou alta de 4,4%, refletindo um movimento de recuperação técnica após quedas recentes.
Apesar disso, o ambiente segue instável. No domingo, o atual presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a elevar o tom em relação ao Irã, sinalizando possíveis ataques a infraestruturas estratégicas caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto.
“Terça-feira será o Dia da Usina de Energia e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!!!”, disse Trump em uma publicação no Truth Social.
O cenário geopolítico continua sendo um dos principais catalisadores dos mercados, especialmente por seus efeitos diretos sobre os preços de energia e inflação global.
Enquanto isso, o Bitcoin hoje segue em destaque ao operar em alta. A criptomoeda era negociada próxima de US$ 69.096,94, com avanço de 3,14%, mostrando força mesmo em um ambiente macroeconômico mais pressionado.
Esse movimento reforça o comportamento recente do Bitcoin como ativo que, em determinados momentos, consegue se descolar parcialmente das bolsas tradicionais, atraindo fluxo mesmo em períodos de incerteza.
Além do fator geopolítico, investidores também acompanham os dados de emprego dos EUA. Em março, foram criados 178 mil empregos, acima das expectativas, enquanto a taxa de desemprego caiu para 4,3%.
Segundo Ryan Weldon, gestor da IFM Investors, “Os dados de emprego de março mostraram uma forte recuperação em relação aos números fracos de fevereiro, mas provavelmente não tranquilizarão completamente os mercados, já que uma análise mais aprofundada sugere um mercado de trabalho que está se recuperando lentamente”.
Ele acrescentou que “Os dados de demissões divulgados no início desta semana subiram pela primeira vez em três meses e as vagas de emprego permaneceram abaixo do esperado. É provável que os preços mais altos do petróleo resultem em custos de insumos mais elevados e, consequentemente, em maior inflação.”












