- Futuros do S&P 500 hoje sobem 0,40%
- Petróleo dispara com tensão no Estreito de Ormuz
- Inflação e juros pressionam expectativas do Federal Reserve
Os futuros do S&P 500 hoje registravam leve alta nas negociações após uma sessão turbulenta em Wall Street que levou os principais índices dos Estados Unidos aos níveis mais baixos de 2026. O movimento ocorre enquanto investidores avaliam o impacto da escalada geopolítica no Oriente Médio e a disparada dos preços do petróleo.
Os contratos futuros ligados ao Dow Jones Industrial Average, ao S&P 500 e ao Nasdaq 100 avançavam cerca de 0,40% nas negociações fora do horário regular. A recuperação moderada acontece após um pregão marcado por fortes perdas nos mercados acionários.
Na sessão anterior, o Dow Jones Industrial Average recuou mais de 700 pontos, encerrando abaixo da marca de 47.000 pontos pela primeira vez neste ano. O desempenho negativo refletiu preocupações crescentes com o cenário geopolítico e com possíveis impactos na inflação global.
A pressão sobre os mercados aumentou depois que o novo Líder Supremo do Irã, Mujahidin Khamenei, sugeriu que o Estreito de Ormuz permaneça fechado enquanto os Estados Unidos e Israel continuarem os ataques na região. A declaração elevou os temores de interrupções na oferta global de petróleo.
Diante desse cenário, autoridades iranianas também mencionaram a possibilidade de o preço do petróleo atingir US$ 200 por barril caso o conflito avance. O mercado reagiu rapidamente às declarações.
O petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subiu quase 10% e encerrou o dia cotado a US$ 95,73 por barril. Já o Brent ultrapassou a marca de US$ 100, alcançando o nível mais alto desde agosto de 2022.
Durante as negociações da madrugada, os preços continuaram em trajetória de alta, reforçando as preocupações com novas pressões inflacionárias no cenário global.
Esse movimento também começou a alterar as expectativas do mercado em relação à política monetária. Com o petróleo mais caro e o risco de inflação persistente, investidores reduziram as apostas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve ao longo deste ano.
Com a temporada de balanços corporativos já avançada, o foco agora se volta para novos indicadores econômicos dos Estados Unidos. Entre os dados mais aguardados está o índice de preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) referente a janeiro, considerado a principal métrica de inflação acompanhada pelo Federal Reserve.
Além disso, investidores também aguardam a revisão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre. A leitura inicial havia indicado um ritmo de expansão abaixo das expectativas.
Outro indicador relevante previsto para divulgação é a primeira estimativa da confiança do consumidor em março, que pode oferecer novos sinais sobre o comportamento da economia americana enquanto os futuros do S&P 500 hoje refletem a cautela dos investidores diante do cenário global.













