- Clareza regulatória impulsiona adoção institucional de criptomoedas
- Conformidade define vencedores na próxima fase cripto
- Tokenização e blockchain avançam para uso em larga escala
As criptomoedas devem entrar em uma nova etapa de adoção institucional a partir de 2026, após anos de testes silenciosos conduzidos por grandes players financeiros. A avaliação é de Caroline D. Pham, ex-presidente interina da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos (CFTC), que vê o próximo ano como o ponto de virada entre experimentação e implementação efetiva.
🚨 Why 2026 is the year of institutional adoption for crypto, tokenization, and blockchain with even more choice and access to markets through trusted infrastructure partners like @moonpay that simplify compliance 👇
Thanks @NYSE @FintechTvGlobal @TakingStockLive @jd_durkin! pic.twitter.com/mw6B0hR6Zn
— Caroline D. Pham (@CarolineDPham) January 3, 2026
Durante participação no programa Taking Stock, na Bolsa de Valores de Nova York, Pham afirmou que o avanço institucional não será motivado por oscilações de preços, mas por maior previsibilidade regulatória. Segundo ela, tokenização, blockchain e criptomoedas caminham para um uso integrado às estruturas tradicionais do mercado financeiro.
“O aumento da adoção institucional de criptomoedas e tecnologia blockchain em 2026 dependerá de empresas que consigam escalar de forma responsável e estar em conformidade – especialmente com KYC, AML e outras proteções importantes”,
afirmou.
De acordo com Pham, existe uma percepção equivocada de que Wall Street estaria apenas começando a explorar o setor. Na prática, bancos, gestoras e corretoras vêm trabalhando com blockchain e criptomoedas há quase uma década, por meio de projetos internos e pilotos iniciados ainda entre 2016 e 2017.
“As instituições vêm trabalhando com tecnologia blockchain, tokenização e criptomoedas como classe de ativos desde pelo menos 2017 – às vezes até mesmo desde 2016”,
explicou ela, ao destacar que a limitação não estava no interesse, mas na incerteza regulatória.
Esse cenário começou a mudar ao longo do último ano, com iniciativas que buscaram alinhar as criptomoedas às normas já existentes no sistema financeiro. Pham citou ações coordenadas de reguladores norte-americanos como fatores decisivos para reduzir dúvidas jurídicas e operacionais enfrentadas por grandes instituições.
“As regras são neutras em relação à tecnologia”,
disse Pham.
“É apenas um formato diferente – do papel para o eletrônico e agora para o digital.”
Na avaliação da ex-dirigente da CFTC, empresas de criptomoedas que desejam atender investidores institucionais precisarão priorizar governança, controles de risco e estruturas legais sólidas. Estratégias baseadas apenas em velocidade de crescimento tendem a perder espaço diante das exigências de conformidade.
“Serão aqueles que entendem como cumprir as normas regulamentares… e que sabem como ser um parceiro de infraestrutura confiável para as instituições regulamentadas”,
afirmou.
Olhando para 2026, Pham destacou que não haverá um único caminho obrigatório para a entrada institucional. Bolsas de futuros, plataformas de valores mobiliários e modelos regulatórios estaduais devem coexistir, ampliando as opções de acesso ao mercado. Nesse contexto, a adoção institucional das criptomoedas passa a refletir escolhas estratégicas baseadas em segurança jurídica e infraestrutura confiável.












