- Governo dos EUA transfere Bitcoin apreendido
- Movimentação envolve criptomoedas ligadas a crimes
- Reserva estratégica de Bitcoin segue ativa
O governo dos Estados Unidos realizou recentemente uma nova movimentação envolvendo Bitcoin. Dados indicam que fundos apreendidos em investigações criminais foram transferidos para um endereço associado à Coinbase Prime, reforçando a atuação das autoridades sobre criptomoedas ligadas a atividades ilegais.
Segundo registros on-chain, dois endereços identificados como pertencentes ao governo transferiram um total de 2,438 BTC em transações realizadas durante a madrugada. Os valores, avaliados em cerca de US$ 177 mil, estavam vinculados a Glenn Olivio, investigado por participação em um esquema envolvendo substâncias controladas.
Movimentações desse tipo não são incomuns. Autoridades frequentemente consolidam ou realocam criptos apreendidos durante investigações. Nos últimos meses, carteiras ligadas ao governo também transferiram fundos relacionados a casos de alto perfil, incluindo ativos associados ao Silk Road e a outras operações internacionais.
A operação ocorre em um contexto mais amplo, após a implementação da reserva estratégica de Bitcoin pelos Estados Unidos. A política, assinada pelo atual presidente Donald Trump, determina a retenção de criptomoedas obtidas por meio de apreensões, com o objetivo de fortalecer as reservas do país.
Em declarações anteriores, o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, confirmou que o governo interrompeu a venda desses ativos, optando por mantê-los sob custódia. A medida veio após questionamentos públicos sobre transferências anteriores para plataformas institucionais, levantando dúvidas sobre a transparência e o tamanho da reserva.
Atualmente, o governo norte-americano detém cerca de 328 mil bitcoins, avaliados em mais de US$ 22 bilhões, consolidando-se como um dos maiores detentores institucionais do ativo.
Os fundos movimentados recentemente estão ligados a Glenn Bradford Olivio, preso em 2025 junto com Dana Rene Light. Ambos enfrentam acusações relacionadas à distribuição de esteroides anabolizantes, incluindo substâncias como testosterona sintética, Trenbolona e Nandrolona.
Além disso, os réus foram indiciados por crimes como lavagem de dinheiro e roubo de identidade. Documentos judiciais apontam que o processo incluiu notificações de confisco, procedimento padrão quando há suspeita de que bens — incluindo criptomoedas — estejam ligados a atividades ilícitas.
A última atualização do caso ocorreu em junho de 2025, e ainda não há confirmação pública sobre possíveis desdobramentos recentes envolvendo os acusados.














