- Ethereum planeja sete forks até 2029
- Blocos mais rápidos e maior escalabilidade na rede
- Roteiro inclui privacidade e segurança pós-quântica
Pesquisadores da Ethereum Foundation divulgaram um rascunho técnico que traça um plano de longo prazo para a evolução da rede até 2029. O documento, descrito como um “mapa preliminar”, propõe sete atualizações do protocolo com uma cadência aproximada de uma bifurcação a cada seis meses.
A proposta foi apresentada pelo pesquisador Justin Drake e recebeu o nome de “strawmap”, uma combinação de “strawman” e “roadmap”. A ideia é oferecer um ponto de partida para discussões técnicas, reconhecendo que um cronograma definitivo é difícil em um ecossistema descentralizado. O material será mantido pela equipe de Arquitetura da fundação e atualizado trimestralmente.
Introducing strawmap, a strawman roadmap by EF Protocol.
Believe in something. Believe in an Ethereum strawmap.
Who is this for?
The document, available at strawmap[.]org, is intended for advanced readers. It is a dense and technical resource primarily for researchers,… pic.twitter.com/gIZh5I8Not
— Justin Drake (@drakefjustin) February 25, 2026
O roteiro vai além das discussões imediatas dos desenvolvedores principais e busca organizar dependências técnicas necessárias para melhorias estruturais na rede. Entre os principais objetivos estão a redução do tempo entre blocos, a aceleração da finalidade das transações e a introdução de novos recursos de privacidade.
De acordo com Vitalik Buterin, o plano prevê uma redução gradual do intervalo atual de 12 segundos para a criação de novos blocos. A trajetória sugerida inclui etapas intermediárias de 8, 6, 4 e 3 segundos, podendo chegar a apenas 2 segundos, dependendo de avanços em pesquisa e testes.
A redução do tempo de finalidade — período após o qual um bloco não pode mais ser revertido — também faz parte do projeto. Hoje em torno de 16 minutos, a meta é diminuir esse intervalo progressivamente para uma faixa entre 6 e 16 segundos, o que pode melhorar significativamente a experiência de uso e a eficiência da rede.
O esboço identifica cinco prioridades técnicas consideradas “nortes”. Entre elas está o conceito de “L1 rápido”, com confirmações quase instantâneas, e o objetivo de alcançar até 1 gigagas por segundo na camada principal, o que poderia suportar cerca de 10 mil transações por segundo por meio de zkEVMs e provas em tempo real.
O plano também destaca o crescimento da camada 2, com a meta de atingir largura de banda suficiente para processar até 10 milhões de transações por segundo por meio de amostragem de disponibilidade de dados. Outro ponto relevante é a preparação para um ambiente pós-quântico, com a adoção de assinaturas baseadas em hash.
Além da escalabilidade e segurança, o roteiro inclui a criação de uma camada base com privacidade nativa, permitindo transferências de ETH protegidas diretamente no nível principal da rede. Segundo Buterin, o documento representa uma sequência estruturada de metas técnicas ligadas à redução de slots, reformulação da finalidade e atualizações criptográficas que devem orientar o desenvolvimento do Ethereum nos próximos anos.












