- Ethereum Foundation anuncia apoio financeiro a Roman Storm
- Cofundador do Tornado Cash recorre de veredito nos EUA
- Comunidade cripto defende liberdade para desenvolver softwares
A Ethereum Foundation anunciou que destinará até US$ 500 mil para auxiliar na defesa jurídica de Roman Storm, cofundador do Tornado Cash. O anúncio foi feito no X, perfil oficial mantido pela fundação, com a mensagem: “Privacidade é normal, e escrever código não é crime”. Vitalik Buterin, cofundador da Ethereum, também compartilhou a publicação.
The EF is donating $500K to the legal defense of Roman Storm, and we will match up to a further $750K in donations from the community.
Privacy is normal, and writing code is not a crime.
— Ethereum Foundation (@ethereumfndn) June 13, 2025
Storm foi recentemente condenado por um júri de Nova York por operar um negócio de transferência de dinheiro sem licença. O júri, porém, não chegou a um consenso sobre as acusações de lavagem de dinheiro e violações de sanções. A defesa, liderada pelo advogado Brian Klein, já se prepara para recorrer da decisão.
Em 2023, Storm foi formalmente acusado de conspiração para lavagem de dinheiro e descumprimento de sanções relacionadas à operação do Tornado Cash, um misturador de criptomoedas. De acordo com promotores, a plataforma teria facilitado mais de US$ 1 bilhão em transações ilícitas, incluindo milhões de dólares supostamente destinados ao grupo hacker norte-coreano Lazarus. Storm se declarou inocente de todas as acusações.
A Free Pertsev & Storm, organização criada para apoiar financeiramente a defesa dos cofundadores do Tornado Cash, alertou que Storm pode enfrentar até cinco anos de prisão caso o recurso não seja bem-sucedido, e até décadas se novas acusações forem apresentadas pelo governo dos EUA. “Precisaremos desses fundos e de mais para continuar a luta por Roman no tribunal de primeira instância e na apelação”, afirmou a entidade, destacando que o desfecho do caso pode criar um precedente importante para desenvolvedores em todo o mundo.
Entidades e defensores da indústria cripto se manifestaram em apoio a Storm, argumentando que criar software para protocolos descentralizados e não custodiais não configura a operação de um serviço de transferência de dinheiro. “Estamos decepcionados que o júri não tenha reconhecido que Storm não deveria ser responsável pelas ações de terceiros que ele não podia controlar”, publicou o DeFi Education Fund. O grupo reiterou a importância de garantir liberdade para a criação de ferramentas financeiras descentralizadas, incluindo soluções voltadas à preservação da privacidade.












