- ETFs de Bitcoin registram forte recuperação com US$ 1 bilhão
- BlackRock e Fidelity lideram fluxo de criptoativos nos EUA
- Volume total ultrapassa US$ 1 trilhão desde janeiro de 2024
Os fundos de índice lastreados em Bitcoin à vista nos Estados Unidos retomaram a tendência de entradas líquidas positivas, após registrarem US$ 1 bilhão em aportes nos últimos dois dias. O total acumulado desde o lançamento em janeiro de 2024 já se aproxima de US$ 50 bilhões.
Bitcoin ETFs bounced back with $1B in net inflows over the past two days:
• Wed: +$407.8M
• Thu: +$601.8M pic.twitter.com/4S6JSJsCOy— Satoshi Club (@esatoshiclub) July 4, 2025
Na quarta-feira, os ETFs de Bitcoin somaram US$ 407,8 milhões em entradas líquidas, seguidos por outros US$ 601,8 milhões na quinta-feira. O destaque foi o FBTC, da Fidelity, com adições de US$ 184 milhões e US$ 237,1 milhões, respectivamente. Já o IBIT, da BlackRock, que vinha de dois dias sem movimentações — fato inédito desde abril — voltou ao fluxo positivo com US$ 224,5 milhões na quinta.
Antes da leve saída de US$ 342 milhões registrada na terça-feira, os ETFs vinham de uma sequência de 15 dias consecutivos de entradas líquidas, totalizando US$ 4,7 bilhões no período, com o fundo da BlackRock respondendo por 81% desse montante.
O volume total sob gestão pelos ETFs de Bitcoin nos EUA já se aproxima de US$ 128 bilhões, puxado pelos US$ 73,6 bilhões do IBIT. No acumulado de 2025, os fundos já captaram US$ 14,5 bilhões líquidos.
Nate Geraci, presidente da NovaDius Wealth Management, destacou o impacto do IBIT na receita da gestora. “O ETF iShares Bitcoin, de quase US$ 75 bilhões, teve apenas um mês de saídas desde o lançamento em janeiro de 2024. Agora gera mais receita de taxas para a BlackRock do que o ETF iShares S&P 500. Simplesmente uma máquina.”
Eric Balchunas, analista sênior da Bloomberg, complementou: “O IBIT é agora o terceiro ETF com maior geração de receita para a BlackRock, entre 1.197 fundos, e está a apenas US$ 9 bilhões de ser o número 1.”
Na quinta-feira, os ETFs atingiram o maior volume diário desde maio, com US$ 5,3 bilhões negociados, dos quais US$ 4,1 bilhões foram movimentados apenas pelo IBIT. O volume acumulado de transações já ultrapassa a marca de US$ 1 trilhão desde a estreia do produto no mercado.












