- Emirados Árabes acumulam 6.782 BTC minerados internamente
- Lucro não realizado chega a US$ 344 milhões
- Governos ampliam reservas de bitcoin em escala global
Os Emirados Árabes Unidos acumulam cerca de US$ 344 milhões em lucros não realizados provenientes de operações de mineração de bitcoin ligadas ao grupo real, desconsiderando os custos de energia. Os dados foram divulgados pela plataforma de análise on-chain Arkham Intelligence.
THE UAE MINED $450M BITCOIN
The UAE has so far mined $453.6M Bitcoin through their partners Citadel. It appears that they are holding the majority of the Bitcoin they produce, with their most recent outflows 4 months ago.
Excluding energy costs, the UAE is currently in profit… pic.twitter.com/HcB2CYBQgy
— Arkham (@arkham) February 19, 2026
Segundo as informações mais recentes, o país mantém aproximadamente US$ 453,6 milhões em bitcoin obtidos por meio de infraestrutura estatal. A produção recente tem se mantido em ritmo constante, com cerca de 4,2 BTC minerados por dia ao longo da última semana.
A maior parte desses ativos permanece sob custódia, sem movimentações relevantes. Registros on-chain indicam que a última saída de fundos das carteiras associadas ocorreu há cerca de quatro meses, sinalizando uma estratégia de retenção de longo prazo.
O avanço da mineração no país ganhou força em 2022, quando a Citadel Mining, entidade ligada à família real de Abu Dhabi, iniciou operações em grande escala na Ilha Al Reem. A iniciativa marcou o início de um movimento mais amplo para posicionar a região como um polo industrial de mineração.
Em 2023, a expansão do setor ganhou novo impulso com uma parceria entre a Marathon Digital Holdings e a Zero Two, sediada em Abu Dhabi. O acordo prevê o desenvolvimento de 250 megawatts de capacidade de mineração com tecnologia de resfriamento por imersão, um dos maiores investimentos do segmento na região.
Os números atuais revisam estimativas anteriores da Arkham, que em 2025 havia associado cerca de US$ 700 milhões em bitcoin ao país, em um período em que os preços da criptomoeda estavam mais elevados. Hoje, o grupo real detém aproximadamente 6.782 BTC, o equivalente a 0,03% da oferta total em circulação.
Os Emirados não são a única nação a operar mineração diretamente. O Butão iniciou sua estratégia em 2019 por meio da estatal Druk Holding & Investments, utilizando energia hidrelétrica. No auge, as reservas ultrapassaram US$ 1 bilhão.
Diferentemente da postura dos Emirados, o Butão tem reduzido sua exposição desde o início de 2026. O país vendeu cerca de US$ 29 milhões em bitcoin em três semanas consecutivas e liquidou mais de US$ 100 milhões nos últimos cinco meses, mantendo atualmente cerca de 5.600 BTC.
Entre os detentores soberanos, os Estados Unidos lideram com aproximadamente 328.000 BTC, avaliados em cerca de US$ 22 bilhões, ativos originados principalmente de apreensões judiciais. O Reino Unido aparece em seguida, com cerca de 61.000 BTC sob controle estatal.
Outros governos também acumulam reservas por diferentes meios, incluindo doações e confiscos. O monitoramento dessas carteiras pela Arkham indica uma presença crescente de Estados no ecossistema do bitcoin, seja por mineração direta ou por incorporação de ativos digitais ao patrimônio público.












