- DigiAsia investirá parte dos lucros na compra de Bitcoin
- Empresa listada na Nasdaq planeja levantar US$ 100 milhões
- Estratégia inclui criação de reserva de tesouraria em Bitcoin
A fintech indonésia DigiAsia, recém-listada na Nasdaq, anunciou que pretende levantar até US$ 100 milhões em capital com o objetivo de adquirir Bitcoin. O comunicado, divulgado na segunda-feira, revela que a decisão foi aprovada pelo conselho da empresa, que vê essa iniciativa como parte de uma tendência crescente entre companhias de capital aberto.
A estratégia da DigiAsia não se limita apenas à captação de recursos. A empresa também definiu que irá destinar 50% de seus lucros líquidos futuros para acumular Bitcoin como parte de sua tesouraria. Além disso, está avaliando utilizar instrumentos financeiros ligados a ações, notas conversíveis e produtos estruturados com base em criptoativos para executar suas metas.
“A DigiAsia iniciou discussões com parceiros regulamentados sobre estratégias de rendimento de BTC e a gestão da reserva de tesouraria de BTC”, afirmou a companhia no comunicado.
Logo após o anúncio, as ações da DigiAsia dispararam 91%, fechando a US$ 0,3553 na segunda-feira. No entanto, após o fechamento do pregão, os papéis recuaram 23,47%, segundo dados do Yahoo Finance. Vale lembrar que as ações da empresa chegaram a cair 96% nos últimos 12 meses, partindo de US$ 9,60 em maio de 2024.
Com sede em Jacarta, a DigiAsia oferece soluções de fintech como serviço, com foco em pagamentos digitais e carteiras eletrônicas em mercados emergentes. Segundo o relatório mais recente, a receita da empresa em 2024 foi de US$ 101 milhões — um avanço de 36% em relação ao ano anterior. Para 2025, a previsão é de um crescimento de 24%.
A decisão da DigiAsia segue o caminho de empresas como a Strategy, de Michael Saylor, que anunciou recentemente a compra de 7.390 BTC por US$ 764,9 milhões. Também na segunda-feira, a Metaplanet, do Japão, revelou ter adicionado mais 1.004 BTC à sua posição, totalizando agora 7.800 BTC. Essas movimentações reforçam o papel do Bitcoin como reserva estratégica entre empresas de capital aberto.












