- Bancos evitam XRP por exigências regulatórias e de conformidade
- Ripple tem mais de 300 parcerias bancárias até 2025
- Ripple ainda não usa XRPL DEX por sanções do OFAC
Apesar das mais de 300 parcerias bancárias estabelecidas ao longo de seus 13 anos de operação, o XRP Ledger ainda não movimenta volumes expressivos em transações on-chain, segundo o próprio cofundador da Ripple, David Schwartz.
O comentário foi feito após um post no X (antigo Twitter) de um entusiasta do token XRP ganhar repercussão, questionando a baixa adoção prática do ledger pela rede bancária. Schwartz, que lançou o XRP Ledger com Arthur Britto em 2012, esclareceu que a relutância das instituições financeiras está relacionada a exigências complexas de conformidade, contabilidade e regulamentação.
Para os bancos, ceder o controle de liquidação e precificação de transações a uma rede descentralizada, validada por nós anônimos na internet, ainda representa um grande obstáculo regulatório. Isso ocorre mesmo com o foco contínuo da Ripple no setor bancário, ao contrário do Bitcoin, criado com o intuito de excluir intermediários como os próprios bancos.
Ao longo dos anos, a empresa anunciou centenas de integrações com instituições financeiras. Essas iniciativas são acompanhadas de perto por comunidades nas redes sociais, como o chamado “Exército XRP”, que frequentemente celebra cada avanço envolvendo o ledger da Ripple no setor bancário.
Apesar dos desafios, Schwartz demonstrou otimismo com o futuro da adoção institucional: “Estamos perto de mudar isso porque as instituições estão começando a ver os benefícios de migrar para a cadeia”. Ainda assim, ele reconheceu que a transição está sendo lenta.
Outro ponto levantado pelo cofundador foi a incapacidade atual da Ripple de utilizar a exchange descentralizada do próprio XRPL (XRPL DEX) para pagamentos. O motivo, segundo Schwartz, está na dificuldade de garantir o cumprimento das sanções impostas pelo OFAC (Office of Foreign Assets Control). “Não podemos ter certeza de que um terrorista não fornecerá liquidez para o pagamento”, explicou.
Essas declarações reforçam que, apesar dos avanços em parcerias e tecnologia, ainda existem barreiras significativas para que o XRP seja amplamente utilizado por instituições financeiras em operações do dia a dia.














