- 40% do código da Coinbase é gerado por IA
- Meta é ultrapassar 50% até outubro de 2025
- Brian Armstrong impõe uso obrigatório de IA na empresa
A Coinbase, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, está acelerando sua integração com inteligência artificial no desenvolvimento de software. De acordo com o CEO Brian Armstrong, cerca de 40% do código diário da companhia já é produzido por IA, e a meta é ultrapassar a marca de 50% até outubro.
Armstrong compartilhou no X que “aproximadamente 40% do código diário escrito na Coinbase é gerado por IA. Quero chegar a mais de 50% até outubro”. Ele acrescentou que, apesar do volume crescente, o material ainda passa por revisão, e nem todas as áreas da empresa utilizam código gerado por máquinas.
~40% of daily code written at Coinbase is AI-generated. I want to get it to >50% by October.
Obviously it needs to be reviewed and understood, and not all areas of the business can use AI-generated code. But we should be using it responsibly as much as we possibly can. pic.twitter.com/Nmnsdxgosp
— Brian Armstrong (@brian_armstrong) September 3, 2025
A iniciativa faz parte da estratégia de tornar seus engenheiros “nativos de IA”, com adoção de ferramentas como GitHub Copilot, Cursor e soluções internas. A companhia afirma que o uso da inteligência artificial acelera o ciclo de vida do software, especialmente em áreas como front-end, testes e novos projetos, ao mesmo tempo em que implementa salvaguardas contra riscos de bugs.
A Coinbase monitora o avanço por métricas de DevOps e indicadores específicos de IA, como volume de tokens utilizados e proporção de código gerado por máquinas em relação ao desenvolvido manualmente. A expectativa é que o código produzido por IA ultrapasse o escrito por humanos até o fim de 2025.
Em entrevista concedida ao cofundador da Stripe, John Collison, Armstrong explicou que o uso de IA foi imposto em caráter mandatório. Após garantir licenças corporativas para ferramentas de apoio à programação, determinou que todos os funcionários deveriam começar a utilizá-las em até uma semana.
“Eu exigi isso”, disse Armstrong. “Eu pensei: ‘A IA é importante, precisamos que todos vocês aprendam, pelo menos a bordo. Vocês não precisam usá-la todos os dias ainda, até que façamos algum treinamento, mas pelo menos a bordo até o final da semana’.”
O executivo contou que parte da equipe não cumpriu a exigência inicial. “Alguns deles tinham um bom motivo, porque estavam voltando de alguma viagem ou algo assim, e alguns não voltaram e foram demitidos”, afirmou.
Segundo Armstrong, a decisão pode ter parecido rígida, mas trouxe a clareza necessária para a empresa adotar a inteligência artificial de forma séria. Ele mesmo destacou: “Aliás, mesmo como CEO, eu o uso muito”.













