- Coinbase anuncia oferta privada de US$ 2 bilhões em notas
- Notas conversíveis serão divididas entre 2029 e 2032
- Criptomoedas impulsionam mercado de títulos corporativos
A Coinbase revelou planos para levantar US$ 2 bilhões por meio de uma oferta privada de notas seniores conversíveis, estruturadas com vencimentos em 2029 e 2032. A emissão será feita exclusivamente para compradores institucionais qualificados, conforme a Regra 144A.
Cada uma das séries será inicialmente composta por US$ 1 bilhão em notas, com possibilidade de acréscimo de US$ 300 milhões adicionais por parte dos compradores originais. Os títulos serão obrigações seniores, não garantidas, e oferecerão pagamento de juros semestral. A conversão poderá ocorrer em dinheiro, ações Classe A da Coinbase ou uma combinação dos dois, a critério da empresa.
A série com vencimento em 2029 terá como data final 1º de outubro de 2029, enquanto a de 2032 vence em 1º de outubro de 2032. A empresa poderá resgatar ambas as séries antes do vencimento, mediante condições habituais de mercado. Os termos definitivos de cupom e conversão serão definidos no momento da precificação.
A iniciativa ocorre após a divulgação do resultado financeiro do segundo trimestre, no qual a receita da Coinbase apresentou queda, impactando diretamente o desempenho de suas ações — que caíram 15% em 4 de agosto.
Assim como outras empresas do setor de criptomoedas, a Coinbase recorre ao modelo de títulos conversíveis como alternativa para levantar capital com maior flexibilidade no balanço patrimonial, minimizando riscos de diluição.
A empresa também informou que fará transações de hedge limitadas para cada tranche, buscando mitigar a diluição potencial e/ou compensar pagamentos em dinheiro que ultrapassem o valor principal das notas. As contrapartes envolvidas poderão executar essas operações por meio da negociação de ações ou derivativos relacionados à Coinbase, tanto no momento da precificação quanto ao longo do prazo dos papéis.
O movimento da Coinbase se soma a outras emissões recentes no setor, como as realizadas por empresas como MARA e Strategy, reforçando o papel dos instrumentos de dívida estruturada no financiamento de operações voltadas ao crescimento da infraestrutura cripto.













