- Coinbase rastreia 130 carteiras ligadas a golpes com USDT
- Tether congela US$ 225 milhões usados em fraudes com criptomoedas
- Serviço Secreto lidera maior apreensão de USDT até hoje
A colaboração entre a Coinbase, a Tether e o Serviço Secreto dos Estados Unidos resultou na apreensão de mais de US$ 225 milhões em USDT, conectados a uma rede internacional de golpes conhecida como “abate de porcos”, com vítimas principalmente nos Estados Unidos. A operação foi resultado de uma investigação conduzida ao longo de quatro meses, em que a equipe de inteligência de ameaças da Coinbase auxiliou diretamente as autoridades mapeando atividades ilícitas on-chain.
🇺🇸 TODAY: Coinbase says it played a ‘key role’ helping the Secret Service seize $225M in stolen crypto from pig butchering scams.
The exchange traced frozen funds, identified victims for restitution in landmark law enforcement operation. pic.twitter.com/ihrbkjZfoY
— Cointelegraph (@Cointelegraph) June 25, 2025
Segundo comunicado publicado pela exchange em 24 de junho, a investigação teve início após relatos de perdas totalizando US$ 2,3 milhões de 130 clientes. As análises de blockchain indicaram transferências para uma rede criminosa com base na Ásia, ligada a aplicativos falsos de investimento em criptomoedas.
A partir desses dados, os agentes federais rastrearam 39 carteiras de USDT que foram congeladas pela Tether em 20 de novembro de 2023. Quando o Serviço Secreto executou a apreensão em 18 de junho deste ano, os fundos permaneciam praticamente intactos, o que reforça a eficácia da ação conjunta baseada em rastreamento de blockchain.
O Departamento de Justiça revelou que a rede fraudulenta atingiu mais de 400 vítimas e contava com trabalhadores forçados em regiões como Mianmar e Camboja, em linha com alertas da ONU sobre golpes digitais operando em centros industriais clandestinos no Sudeste Asiático.
Até que a Justiça autorize o confisco definitivo, os USDT permanecem sob custódia do governo. A Tether afirmou que, uma vez aprovado, queimará os tokens congelados e cunhará novos sob controle das autoridades, conforme seu protocolo de 2022.
As vítimas poderão solicitar restituição pelo processo de remissão do Departamento de Justiça, que pode levar até dois anos. A Coinbase reforçou que a operação demonstra como a transparência dos dados on-chain, combinada com parcerias entre exchanges e autoridades, pode desmantelar redes de golpes com criptomoedas.
As autoridades incentivam possíveis vítimas a registrar denúncias no portal IC3, utilizando o código BT06182025. A expectativa é de que novas prisões ocorram, à medida que suspeitos tentavam movimentar os fundos por meio de corretoras asiáticas.













