- carteira com IA melhora execução on-chain segura
- criptomoedas com agentes inteligentes e controle humano
- segurança avançada em carteira digital com IA
A Cobo, empresa de custódia de criptomoedas com sede em Singapura, anunciou o lançamento da Cobo Agentic Wallet, uma carteira digital projetada para integrar agentes de IA à execução de operações on-chain. A proposta mira a crescente demanda por automação no gerenciamento de ativos, mantendo controle e segurança em cada etapa.
De acordo com a empresa, o novo produto traz um modelo de autorização que combina agentes automatizados com supervisão humana. Essa abordagem utiliza uma estrutura modular de habilidades, permitindo que tarefas sejam executadas de forma controlada e com limites bem definidos.
Um dos principais diferenciais é o mecanismo chamado “Pact”. Cada ação realizada dentro da carteira passa por esse sistema, que define parâmetros como escopo de execução e condições de encerramento. Isso cria uma camada adicional de previsibilidade nas operações com criptomoedas.
“A maioria das carteiras automatizadas simplesmente transfere as funcionalidades da carteira para os agentes e espera que tudo dê certo. Nós oferecemos aos agentes um Pacto”, disse Changhao Jiang, cofundador e CTO da Cobo. “Um Pacto define o que um agente pode fazer, onde ele deve parar e quando a execução termina — e é aplicado no nível da infraestrutura.”
A segurança também é reforçada por meio de computação multipartidária. Segundo a empresa, esse modelo impede que falhas isoladas comprometam o sistema, mesmo em casos como agentes comprometidos ou credenciais vazadas.
“Um agente comprometido, um LLM alucinatório ou credenciais vazadas não podem, por si só, gerar uma assinatura válida. Isso representa uma garantia matemática reforçada por criptografia, em vez de uma mera prática recomendada de segurança”, afirmou a empresa.
A carteira oferece integração com diversos frameworks de IA, como LangChain, OpenAI Agents SDK, Claude MCP, Agno e CrewAI. Além disso, é compatível com mais de 80 redes blockchain, incluindo Ethereum, Base, Arbitrum, Optimism, Polygon e Solana, ampliando as possibilidades de uso.
“A primeira geração de agentes de IA aprendeu a pensar. A próxima geração agora precisa aprender a agir na blockchain, com capital real e dentro de limites em que os humanos possam confiar”, disse Jiang.
O movimento acompanha uma tendência mais ampla no setor, com empresas desenvolvendo soluções que combinam inteligência artificial e execução financeira automatizada em criptos.












