- Circle considera IPO e venda para Coinbase ou Ripple
- Oferta da Ripple em USDC foi considerada abaixo do esperado
- Parceria com Coinbase pode influenciar decisão da Circle
A Circle Internet Financial, emissora da stablecoin USDC, está em tratativas iniciais para uma possível venda, cogitando negociações com a Coinbase ou a Ripple. A empresa também mantém em paralelo seu plano de abertura de capital por meio de um IPO tradicional, conforme revelado por fontes ligadas a bancos e firmas de private equity.
As discussões, descritas como informais, indicam que a Circle busca uma avaliação mínima de US$ 5 bilhões. Apesar disso, uma proposta da Ripple, estimada entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões, foi rejeitada por ser considerada aquém das expectativas. Um dos motivos seria a estrutura da proposta, que envolvia pagamento com tokens XRP, o que pode ter levado a um desconto relevante em relação ao valor de mercado, especialmente diante da preparação da Circle para uma listagem pública.
A Circle parece manter firme seu piso de avaliação e não demonstrou disposição para concessões nesse sentido. Mesmo que a Ripple igualasse o valor exigido, a empresa poderia optar pela Coinbase devido à sua parceria já consolidada, com receitas compartilhadas por meio do USDC e histórico de governança alinhado.
Recentemente, a Coinbase firmou um acordo de US$ 2,9 bilhões para adquirir a Deribit, demonstrando interesse contínuo em expandir por meio de aquisições. O CEO Brian Armstrong afirmou que a empresa permanece atenta a oportunidades de fusões e aquisições que impulsionem seu portfólio e acelerem seu crescimento global. Ao ser questionado sobre uma possível compra da Circle, Armstrong declarou que “não havia nada a anunciar” naquele momento.
Fontes próximas ao assunto acreditam que, caso a Coinbase manifestasse interesse, a Circle poderia aceitar rapidamente uma proposta. Enquanto isso, a Circle protocolou seu pedido de IPO junto à SEC, mas ainda avalia os impactos das recentes políticas comerciais dos Estados Unidos antes de seguir com a abertura de capital.
Outras empresas que também visavam estrear na bolsa, como Klarna e StubHub, optaram por adiar seus roadshows diante da atual incerteza macroeconômica.














