- China alerta sobre coleta de dados biométricos para criptomoedas
- Worldcoin alvo de críticas por riscos à privacidade
- Autoridade chinesa reforça postura contra uso indevido de dados
O Ministério da Segurança Estatal da China emitiu um novo alerta envolvendo práticas de coleta de dados biométricos por parte de uma empresa estrangeira, que estaria escaneando íris de usuários em troca de recompensas em criptomoedas. A atividade, segundo a autoridade, representa uma ameaça direta à privacidade dos cidadãos e à segurança nacional do país.
O comunicado foi publicado na conta oficial do ministério no WeChat, onde o órgão afirma que investigações revelaram uma operação estruturada para reunir dados sensíveis em escala global. A entidade aponta que o uso do incentivo de tokens digitais serviu como ferramenta para atrair usuários e coletar informações oculares de forma sistemática. Embora o projeto não tenha sido citado nominalmente, a descrição sugere uma possível referência à iniciativa Worldcoin, atualmente chamada apenas de World.
A World já enfrentou investigações regulatórias em diversos países, especialmente por questões relacionadas à privacidade e uso de dados pessoais. Em maio, a Indonésia suspendeu temporariamente as atividades da empresa após relatos de irregularidades envolvendo os processos de verificação de identidade realizados por meio do World ID.
Na ocasião, um porta-voz da Tools for Humanity, desenvolvedora da World, declarou: “A World suspendeu voluntariamente seus serviços de verificação de provas humanas na Indonésia e está buscando esclarecimentos sobre os termos das licenças e autorizações relevantes”.
Nos últimos meses, as autoridades chinesas têm intensificado os alertas sobre riscos associados ao setor de criptomoedas. No mês anterior, o regulador financeiro de Shenzhen já havia emitido uma advertência sobre esquemas fraudulentos que utilizam stablecoins e outros criptoativos como fachada para captação ilegal de recursos.
O governo da China mantém uma postura rigorosa em relação ao uso de criptomoedas e tecnologias que possam comprometer o controle estatal sobre dados e transações digitais. O novo posicionamento reforça as preocupações locais com iniciativas que utilizam criptomoedas como incentivo para coleta de informações sensíveis, sobretudo quando envolvem empresas estrangeiras.














