- Bitcoin fortalece comércio Rússia-China.
- Criptos facilitam negociações sob sanções.
- Rússia expande uso de criptos em energia.
No atual cenário global de negociações, China e Rússia estão se destacando ao adotar o Bitcoin como meio de pagamento para acordos de energia. Esse movimento vem em um contexto em que Donald Trump impõe novas tarifas comerciais à China e à União Europeia, com anúncios que reverberaram no valor do Bitcoin, que após uma queda momentânea de US$ 85.000 para US$ 81.000, recuperou-se mostrando resiliência ao superar índices como o Nasdaq em vários períodos de comparação.
Segundo a empresa de investimento VanEck, essas novas tarifas podem, paradoxalmente, beneficiar o Bitcoin a longo prazo. Uma potencial desaceleração da economia americana sem um novo surto inflacionário poderia levar o Federal Reserve a reduzir novamente as taxas de juros, criando um ambiente favorável ao Bitcoin, que historicamente performa bem em condições de liquidez elevada.
Esse interesse não é mais teórico. China e Rússia teriam começado a liquidar algumas transações de energia em Bitcoin e outros ativos digitais. A Bolívia anunciou planos para importar eletricidade usando criptomoedas. E a concessionária de energia francesa EDF está explorando a possibilidade de minerar Bitcoin com o excedente de eletricidade atualmente exportado para a Alemanha. Esses são os primeiros sinais de que o Bitcoin está evoluindo de um ativo especulativo para uma ferramenta monetária funcional — especialmente em economias que buscam contornar o dólar e reduzir a exposição aos sistemas financeiros liderados pelos EUA.
Adicionalmente, há um crescente interesse de nações em se desvincular dos sistemas financeiros tradicionais dominados pelos EUA, vendo nas criptomoedas uma alternativa neutra para movimentações financeiras em grande escala, como é o caso de transações envolvendo petróleo e eletricidade.
A adoção do Bitcoin pela Rússia para contornar sanções internacionais em suas negociações de petróleo foi destacada em uma reportagem da Reuters, indicando o uso de criptomoedas, incluindo Bitcoin, Ether e Tether, para facilitar o comércio com países como China e Índia. Isso representa uma mudança significativa, visto que até mesmo empresas petrolíferas estão começando a utilizar criptomoedas para transações reais.
Os pagamentos entre Rússia e China em criptomoedas podem atingir dezenas de milhões de dólares por mês, processados por intermediários que convertem yuans em criptomoedas e depois em rublos. Essa prática não é exclusiva da Rússia; Irã e Venezuela também têm recorrido a criptomoedas para manter suas operações de petróleo frente às sanções dos EUA.
Enquanto Donald Trump, na Casa Branca, segue discutindo políticas de sanções e negociações de paz na Ucrânia, a Rússia também explora alternativas tradicionais de pagamento, como o dirham dos Emirados Árabes Unidos, mas o crescimento das criptomoedas como uma opção viável continua a ganhar terreno.














