- Cazaquistão planeja reserva de criptomoedas apoiada pelo governo
- Presidente Tokayev defende integração de blockchain e fintech
- Meta é investir até US$ 1 bilhão em tecnologia
O Cazaquistão anunciou planos para lançar uma reserva de criptomoedas apoiada pelo Estado, como parte de sua estratégia para integrar ativos digitais à economia nacional. A medida foi determinada pelo presidente Kassym-Jomart Tokayev, que reforçou a necessidade de modernizar o sistema financeiro e adaptá-lo às novas tecnologias.
Segundo Tokayev, o fundo será administrado pelo braço de investimentos do Banco Nacional e priorizará “os ativos mais promissores do novo sistema financeiro digital”. A iniciativa reflete um compromisso de longo prazo com a adoção de criptomoedas e a expansão do papel do país no setor de finanças digitais.
Esse movimento dá continuidade a projetos já em andamento, como a implementação do tenge digital, moeda digital de banco central que vem sendo utilizada em orçamentos estaduais e locais. Tokayev destacou que a meta é tornar as criptomoedas parte formal das finanças públicas, estimulando ao mesmo tempo o crescimento de fintechs locais.
O país também vem adotando medidas para atrair investimentos internacionais. No início deste ano, os reguladores firmaram acordo para criar a Zona Econômica de Solana, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento de aplicações baseadas em blockchain e atrair desenvolvedores globais. Combinada à nova reserva estatal, a política posiciona o Cazaquistão entre as nações que mais avançam em estratégias oficiais de ativos digitais. Para efeito de comparação, os Estados Unidos também trabalham em uma estrutura semelhante com apoio do presidente Donald Trump.
Além do foco em criptomoedas, Tokayev defendeu uma transformação mais ampla no setor financeiro. Ele pediu que governo e Banco Nacional desenvolvam um programa capaz de canalizar até US$ 1 bilhão em investimentos para indústrias de alta tecnologia. O presidente criticou o comportamento dos bancos locais, que preferem aplicar em instrumentos de baixo risco em vez de financiar empresas inovadoras.
“Hoje, no Cazaquistão, os ativos e o capital bancário são, em média, várias vezes mais rentáveis do que nos países desenvolvidos”
Afirmou Tokayev, ressaltando que essa preferência por segurança limita o avanço da economia. Para reverter esse cenário, ele propôs novas leis que obriguem os bancos a apoiar setores de fintech, fomentem a concorrência e aumentem a participação da iniciativa privada em projetos tecnológicos.












