- Stablecoins seguem sem regulamentação clara nos Estados Unidos
- Câmara dos EUA bloqueia leis para mercado de ativos digitais
- Incertezas regulatórias afetam USDT, USDC e outras criptomoedas
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou, em 16 de julho de 2025, três projetos de lei voltados à regulamentação de criptomoedas. Com 222 votos contrários e 196 favoráveis, a decisão impediu o avanço de propostas importantes que incluíam diretrizes específicas para stablecoins como USDT e USDC.
Entre os textos barrados estavam a Lei GENIUS e a Lei CLARITY, que buscavam estabelecer um arcabouço jurídico para o mercado de ativos digitais. O impasse foi agravado por disputas políticas internas, dificultando o progresso nas discussões legislativas sobre o setor cripto. O presidente da Câmara, Mike Johnson, tenta mediar um novo acordo entre os partidos.
A rejeição legislativa interrompeu momentaneamente os esforços por uma maior clareza regulatória, frustrando expectativas de participantes do mercado que aguardavam regras mais definidas para operação com stablecoins. A ausência de um marco regulatório reforça os desafios enfrentados por empresas que lidam com exigências de conformidade nos Estados Unidos.
Reações políticas foram imediatas. A deputada Marjorie Taylor Greene citou preocupações com a emissão de moedas digitais de banco central (CBDCs) como motivo para votar contra. Já o atual presidente dos EUA, Donald Trump, demonstrou insatisfação com o bloqueio, indicando que a regulamentação do setor deve voltar à pauta em breve.
A volatilidade no mercado de criptomoedas aumentou após a decisão, com movimentos divergentes entre os ativos relacionados. Investidores e empresas do setor acompanham de perto os próximos passos do Congresso em busca de previsibilidade jurídica para operações com moedas digitais.
O adiamento da regulamentação das stablecoins mantém os Estados Unidos atrás de outras jurisdições que já implementaram legislações específicas. No entanto, as negociações seguem em curso e novos textos devem ser apresentados nas próximas sessões legislativas.














