- ETF de Ethereum com foco em staking
- BlackRock amplia estratégia em produtos ETH
- Staking pode atrair bilhões em novos aportes
A BlackRock estruturou um novo passo na sua estratégia para produtos ligados ao Ethereum ao registrar o iShares Staked Ethereum Trust em Delaware. O documento foi protocolado em 19 de novembro na Divisão de Corporações do estado, abrindo caminho para a criação de um ETF de Ethereum com suporte a staking, um modelo que tem ganhado espaço entre emissores interessados em produtos de rendimento.
O registro, submetido sob a Lei de Valores Mobiliários de 1933, representa apenas uma etapa preliminar do processo. A BlackRock ainda precisará apresentar o Formulário S-1 à SEC antes de oferecer o produto ao mercado. A empresa, questionada por jornalistas, não divulgou o cronograma e não comentou sobre próximos passos. Como em lançamentos anteriores, o processo é supervisionado por Daniel Schweiger, diretor administrativo da BlackRock em Wilmington, que também atuou no registro do iShares Ethereum Trust em 2023.
Delaware permanece como um destino preferido para estruturas fiduciárias por conta do seu ambiente regulatório flexível. A maioria dos emissores de ETFs utiliza o estado para registros iniciais, prática que a BlackRock adota de forma recorrente enquanto prepara novos instrumentos financeiros.
O novo fundo coexistirá com o ETHA, o ETF spot de Ethereum da gestora lançado em julho de 2024. O produto já ultrapassou US$ 13 bilhões em entradas, mas não oferece staking. Em julho de 2025, a Nasdaq enviou à SEC o Formulário 19b-4 para permitir que o ETHA passe a colocar seus ETH em staking por meio de validadores qualificados, abrindo a possibilidade de o fundo gerar recompensas estimadas entre 3% e 5% ao ano.
Para emissores que exploram o modelo, pontos como seleção de validadores, custódia dos ativos e rastreamento das recompensas fazem parte das exigências de análise da SEC. A gestão também precisa demonstrar processos claros para situações envolvendo ETH bloqueado ou penalidades operacionais.
O interesse crescente em ETFs de staking é reforçado por outros movimentos no setor. A Grayscale recebeu aprovação em outubro de 2025 para incorporar staking ao ETHE e ao Mini Trust ETF, tornando-se pioneira entre os fundos registrados sob a Lei de 1933. Empresas como Fidelity, 21Shares, Franklin Templeton e REX-Osprey também atualizaram suas ofertas, enquanto esta última já disponibiliza produtos com Solana em staking.
Em entrevista concedida em 19 de novembro, Robert Mitchnick, chefe de ativos digitais da BlackRock, afirmou que recursos de staking podem atrair “de US$ 10 a 20 bilhões em novo capital até meados de 2026”, ampliando o interesse do mercado por produtos de rendimento vinculados ao Ethereum. Agora, o setor acompanha a expectativa pelo futuro registro S-1, que definirá os próximos capítulos dessa expansão.














