- Tether pode superar lucros recordes da Saudi Aramco
- Stablecoin USDT já é usada por 400 milhões de pessoas
- Bitwise aponta trilhões em ativos sob gestão futura
O diretor de investimentos da Bitwise, Matt Hougan, afirmou que a trajetória de crescimento da Tether pode colocá-la entre as empresas mais lucrativas do planeta, até mesmo superando a Saudi Aramco em resultados financeiros. Em um memorando enviado a clientes, ele destacou que a emissora do USDT tem potencial para explorar mercados de trilhões de dólares, o que muda a forma como investidores devem encarar o setor de criptomoedas.
Relatos recentes sobre uma possível avaliação de US$ 500 bilhões para a Tether causaram surpresa, posicionando a empresa ao lado de gigantes como OpenAI e SpaceX. Hougan defendeu que, considerando o alcance global da stablecoin e o tamanho dos mercados em que pode atuar, esses números são plausíveis.
De acordo com o CEO Paolo Ardoino, o USDT já é utilizado por mais de 400 milhões de pessoas, com um crescimento médio de 35 milhões de novas carteiras a cada trimestre. No segundo trimestre de 2025, a Tether detinha mais de US$ 127 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA, figurando entre os 20 maiores detentores globais — posição comparável a países como Alemanha e Emirados Árabes Unidos, logo atrás da Arábia Saudita.
Segundo Hougan, a predominância da Tether em mercados emergentes cria a possibilidade de que moedas locais sejam substituídas gradualmente pelo USDT, ampliando a base de usuários para trilhões em ativos. Com as taxas de juros atuais, alcançar US$ 3 trilhões em ativos geraria lucros superiores aos US$ 120 bilhões da Aramco em 2024.
Além da emissão de stablecoins, a Tether tem investido em setores como inteligência artificial, telecomunicações, data centers, energia e mineração de bitcoin. A empresa também lançou a USAT, uma stablecoin regulada pelos EUA e lastreada em dólar, destinada ao público americano, reforçando a presença global da companhia.
Hougan ressaltou ainda que o caso da Tether ilustra como as criptomoedas estão acessando mercados de escala gigantesca. O bitcoin, por exemplo, já atinge US$ 2,3 trilhões em valor de mercado, ainda inferior a 10% do mercado de ouro, estimado em US$ 25 trilhões. Ele acrescentou que blockchains como Ethereum e Solana competem diretamente nos setores globais de pagamentos e capitais, avaliados em centenas de trilhões de dólares.
Para investidores, concluiu Hougan, o desafio não está em escolher o token vencedor, mas em reconhecer que o setor como um todo pode ter importância muito maior nos próximos cinco anos.














