- Bitwise mantém projeção otimista para o preço do bitcoin
- ETH e SOL enfrentam incertezas em meio a riscos macroeconômicos
- Demanda institucional e stablecoins sustentam otimismo no setor
A gestora de ativos Bitwise reafirmou sua projeção de que o bitcoin pode alcançar US$ 200.000 até o final de 2025, sustentada por uma combinação de forte entrada institucional, expansão de ETFs e maior adoção por empresas de tesouraria. A avaliação foi apresentada por Matt Hougan, CIO da Bitwise, e Ryan Rasmussen, chefe de pesquisa, em nota enviada aos clientes.
🚨AHORA: Bitwise duplica su objetivo de $200 000 $BTC para 2025, pero genera dudas sobre nuevos máximos para $ETH y $SOL . pic.twitter.com/x4tgd45kmc
— Puro Cripto (@PuroCripto) July 1, 2025
Apesar do otimismo com o BTC, a empresa reduziu o entusiasmo em relação a Ethereum (ETH) e Solana (SOL), apontando que ambos ativos acumulam perdas no ano, enquanto fatores macroeconômicos têm limitado a força do mercado. Hougan observou: “Tem sido um ano misto para os preços dos criptoativos”, referindo-se ao pico histórico do bitcoin, que chegou a US$ 112.000 em maio, impulsionado por fluxos em ETFs e a criação de reservas estratégicas nos EUA.
A Bitwise ainda mantém outras projeções para 2025 em curso. A empresa aposta que os ETFs de bitcoin podem ultrapassar US$ 35 bilhões em entradas líquidas até o final do ano, com o saldo atual em US$ 13,8 bilhões. O aumento no uso de stablecoins, que já cresceram 30% no ano e somam US$ 260 bilhões, também reforça a tese da empresa. A expectativa é que esse número alcance US$ 400 bilhões, enquanto os ativos tokenizados do mundo real, atualmente em US$ 25 bilhões, podem chegar a US$ 50 bilhões.
No campo regulatório, a Bitwise aponta acertos importantes, como o fim das restrições a criptomoedas nos planos 401(k) pelo Departamento do Trabalho dos EUA e a inclusão de empresas como Coinbase e Strategy em índices como o S&P 500 e o Nasdaq-100. A previsão de cinco IPOs de unicórnios de criptomoedas nos EUA também caminha para se concretizar com as ofertas lideradas por Circle, Webull e eToro.
Entre os equívocos, a empresa destaca a queda das memecoins, prejudicada por episódios como a valorização volátil de TRUMP e MELANIA e a queda do token LIBRA, ligado ao presidente argentino Javier Milei. Também parece distante a meta de ver a Coinbase superar a Charles Schwab em valor de mercado ou dobrar o número de países com reservas em bitcoin, apesar de avanços com Emirados Árabes Unidos e Paquistão.












